Presidente dos Correios de Portugal defende criação de banco

 Presidente dos Correios de Portugal defende criação de banco

 

Lusa/AO Online   Economia   4 de Nov de 2009, 11:45

O presidente do conselho de administração dos CTT, Estanislau Costa, defendeu hoje que os Correios de Portugal deveriam ter um banco e admitiu estar a trabalhar no sentido de encontrar "potenciais parceiros".

Em declarações aos jornalistas à margem da Conferência "A liberalização postal, que perspectivas para o mercado português", Estanislau Costa disse ter reforçado esta ideia "desde que apareceu a crise financeira no Verão de 2007".

"Desde que começou a crise nos mercados financeiros que isso veio provar que nós [CTT] tínhamos razão quando defendíamos que devíamos ter um banco", afirmou.

O presidente dos CTT deu vários exemplos para justificar a necessidade de uma nova instituição bancária em Portugal, apontando o banco dos correios do Japão como "o maior banco de retalho durante alguma falta de confiança nos mercados".

Também na Suíça, sem qualquer licença bancária, os correios "foram a maior operação de captação de poupanças" e "basta ver o que cresceu o banco dos correios franceses e como isso foi importante também neste contexto, além da importância que sempre teve, ao logo de várias décadas, o banco dos correios alemães".

"Não sei se ainda vem quando eu cá estiver, mas antes de morrer espero que sim", ironizou.

Questionado sobre se estão reunidas as condições para avançar com o banco, o presidente dos Correios afirmou que "muito do que havia a saber já se sabe".

"Todos os dias vão aparecendo mais falências, ainda esta semana os meios de comunicação social anunciaram isso por todo o mundo e mais vão acontecer, mas penso que o trigo do joio começará a estar separado e começaremos a perceber melhor quem serão os nosso potenciais parceiros", disse.

Sobre os hipotéticos parceiros, Estanislau Costa recusou avançar mais detalhes, argumentando apenas que "nesta fase, enquanto não houver licenças, não há mais nada a fazer porque o muito trabalho que há para fazer é de formação e não vale a pena estar a formar as pessoas para nada".

Inquirido sobre se o Governo tem colocado um 'travão' para a criação do banco, o presidente dos CTT foi evasivo.

"A meu ver não tem a ver com os governantes, mas sim com uma maneira de estar da sociedade portuguesa que acha que os correios são para os correios, que os bancos são para a banca, que os seguros são para os seguros e que os correios não devem estar nessas áreas".


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