Presidente do Sporting questiona pagamentos durante o mandato de Bruno de Carvalho

Presidente do Sporting questiona pagamentos durante o mandato de Bruno de Carvalho

 

Lusa/Ao online   Futebol   23 de Fev de 2019, 02:06

O presidente do Sporting, Frederico Varandas, criticou hoje a gestão de Bruno de Carvalho e questionou a origem de várias despesas reveladas na auditoria externa ao clube de Lisboa, relativas aos cinco anos de mandato do antecessor.

“Nos últimos três anos, gastou-se 1,7 milhões de euros (ME) numa sociedade de advogados, MGRA, empresa onde Alexandre Godinho, então vogal do Conselho Diretivo, trabalhava e que, em 2018, contratou o sogro de Bruno de Carvalho para associado. O Sporting gastou numa só empresa mais 50% do que com todas as outras em 16 anos”, começou por dizer, em conferência de imprensa.

Num balanço aos primeiros cinco meses à frente do clube de Alvalade, Varandas revelou que, segundo a auditoria, cujo relatório final ainda será conhecido, aqueles 1,7 ME diziam respeito a “assuntos da presidência, agenda de reunião do Sporting, preparação de reunião, vários contactos com Bruno de Carvalho, ponto de situação, correspondência com o presidente, contactos com o presidente, aconselhamento ao presidente”.

O presidente do Sporting referiu ainda o “pagamento de 60 mil euros” à empresa Xau Lda, que “fechou atividade após o pagamento” ou um contrato com o clube de Cabo Verde Batuque FC, que conferia direito de preferência aos ‘leões’ sobre sete jogadores daquele emblema: “Não existe qualquer relatório do clube ou de terceiros sobre jogadores daquele clube”.

De resto, Frederico Varandas dirigiu críticas ao antecessor: “Um mentiroso compulsivo será sempre um mentiroso compulsivo. Brunod e Carvalho já obrigou, por duas vezes, os sócios a saírem de casa e a dizerem-lhe que o lugar dele é em casa e longe do Sporting”.

Já o vice-presidente Francisco Salgado Zenha, responsável pela área financeira dos ‘leões’, disse que a direção encontrou uma “situação de tesouraria muitíssimo difícil” e que “herdou uma dívida de mais de 40 ME a fornecedores”.

“A gestão que foi feita em 2018 foi completamente irresponsável. Em janeiro de 2018, o Sporting estava a antecipar uma receita para comprar um jogador, para, meses depois, não ter dinheiro para pagar salários e ter de recorrer à conta reserva para comprar VMOC”, apontou, reforçando: “Como se costuma dizer no póquer, foi um ‘all in’, para ver se ganhavam o campeonato, mas isso não aconteceu. O Sporting não é um jogo de póquer.”

O dirigente referiu que a direção está “a trabalhar para resolver estes problemas” e tem “um plano financeiro que vai permitir ao Sporting ser sustentável a longo prazo”.

“Os sócios podem confiar em nós. O caminho está trilhado. A seu tempo haverá mais novidades”, salientou, revelando que no ‘mercado’ de janeiro houve uma “redução significativa da massa salarial” do plantel que permitiu “cobrir os salários e transferências dos jogadores que entraram”.




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