Presidente do Governo dos Açores está a “ganhar tempo” para demitir secretário da Saúde

Presidente do Governo dos Açores está a “ganhar tempo” para demitir secretário da Saúde

 

Lusa/AO Online   Regional   4 de Out de 2018, 06:02

O porta-voz dos deputados do PSD pela ilha de São Miguel declarou que o presidente do Governo dos Açores está a “ganhar tempo” para demitir o secretário regional da Saúde, “por si desautorizado”.

À saída de uma reunião de parlamentares social-democratas com a presidente da Câmara Municipal da Lagoa, a socialista Cristina Calisto, Luís Maurício considerou ser uma “verdadeira surpresa” que o relatório sobre as evacuações médicas aéreas ainda não seja conhecido, uma vez que Vasco Cordeiro, “desautorizando o seu secretário regional da Saúde”, mandou promover um inquérito.

Vasco Cordeiro determinou, a 07 de agosto, a abertura imediata de um inquérito urgente, na sequência de problemas que decorreram da evacuação médica de um doente da ilha de São Jorge e de um doente da ilha Graciosa, decorridas a 02 de fevereiro de 2017, considerando “imperativo e imprescindível o apuramento detalhado e exaustivo de todas as circunstâncias que rodearam esta situação”.

Em causa está uma notícia do Diário dos Açores, reportando que a administradora do Hospital de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, interferiu numa operação de evacuação de doentes, obrigando um helicóptero da Força Aérea a transportar um doente seu familiar da ilha de São Jorge, quando a equipa médica tinha optado por transportar, primeiro, um doente da Graciosa.

O despacho assinado por Vasco Cordeiro determinava que o inquérito deveria estar concluído em 31 de agosto, prazo prolongado para 07 de setembro, data desde a qual tem o relatório em seu poder.

“Ao contrário do que seria de esperar, tendo a conta a urgência, o inquérito determinado pelo presidente do Governo, ainda não é público”, declarou o parlamentar.

Referindo-se especificamente à reunião mantida com a autarca da Lagoa, Luís Maurício destacou um conjunto de investimentos privados em curso no concelho, com impacto na criação de postos de trabalho, como a instalação de um hospital internacional.

O parlamentar referiu que, à semelhança do que se passa em outros locais, foi identificado um “conjunto de assimetrias sociais” que justifica uma resposta “mais ambiciosa” do Governo Regional, particularmente no setor da educação.

O deputado considerou este setor um “instrumento fundamental no combate à pobreza e às desigualdades sociais” nos Açores e no concelho da Lagoa, onde o Rendimento Social de Inserção, com base nos dados do Plano Regional de Combate à Pobreza, de dezembro de 2017, chegava a 10,8% da população, quando este valor no arquipélago era de 7,6%.




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