Açoriano Oriental
Presidente da Assembleia Regional quer que 2021 faça esquecer "tempestade" atual

O presidente do parlamento dos Açores, Luís Garcia, manifestou o desejo de que 2021 seja um ano "efetivamente novo", especialmente "na essência dos dias", e afastando a "tempestade" provocada pela pandemia de covid-19.

Presidente da Assembleia Regional quer que 2021 faça esquecer "tempestade" atual

Autor: AO Online/ Lusa

"O ano que hoje termina é um número que todos queremos ver para trás das costas. Arrisco dizer que nunca tantos o desejaram de forma tão intensa e profunda, tamanho é o rombo que 2020 introduziu nas nossas vidas, alterando o ritmo das nossas vivências, suspendendo rituais e tradições, destruindo planos e projetos, arruinando empresas e vidas, trazendo medo e insegurança ao nosso dia-a-dia", considerou o social-democrata, na sua mensagem de Ano Novo.

O presidente da Assembleia Legislativa Regional, eleito recentemente para o cargo, lembra que os Açores e os açorianos estão habituados "a ser vítimas de tempestades inesperadas, e a sofrer terramotos" que "arrasam a vida e as convicções", tendo por isso "uma têmpera de resiliência" e força para "ultrapassar as adversidades".

"É isso que vamos continuar a fazer, até conseguirmos chegar à segurança que merecemos", considerou.

No campo da Saúde, o "combate" à covid-19, prosseguiu, "está longe do fim".

"Apesar da vacinação que agora começa e de tudo o que fomos aprendendo com a dureza da experiência mundial, este combate é uma tarefa de todos e temos de continuar sem baixar os braços", pediu Luís Garcia.

O chefe dos parlamentares açorianos sublinhou ainda, a nível Económico, os "desafios enormes" da região, "com empresas e empresários em situações difíceis, e de quem importa cuidar antes que a situação assuma contornos irreparáveis".

E concretizou: "É, por isso, essencial, concentrar recursos para apoiar a manutenção das nossas empresas e segurar empregos, desiderato estratégico para conseguirmos alcançar a retoma que todos ansiamos".

Luís Garcia abordou ainda o novo quadro político regional, com um executivo de coligação à direita, sublinhando que o pós-eleições reforçou "o papel e a centralidade" da Assembleia Legislativa Regional.

"Esta é também uma oportunidade para aproximar o nosso parlamento dos cidadãos e de todas as ilhas. Nesse sentido, e assim que a situação de pandemia nos Açores permita, tratarei de iniciar uma agenda de maior proximidade com a população de todas as ilhas, para que possamos, mais depressa, ser todos uma só região de sucesso", asseverou.

Luís Garcia, da ilha do Faial, foi eleito em 16 de novembro presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, batendo na eleição a concorrente proposta pelo PS, Bárbara Chaves.

O social-democrata sucede no cargo à socialista Ana Luís, que desde 2012 liderava o parlamento açoriano.

O PS venceu as eleições legislativas regionais realizadas em outubro, mas perdeu a maioria absoluta, que detinha há 20 anos, alcançando 25 dos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional.

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos representam 26 deputados, anunciaram um acordo de governação, tendo alcançado acordos de incidência parlamentar com o Chega e o Iniciativa Liberal (IL).

José Manuel Bolieiro, do PSD, é o novo presidente do Governo dos Açores, tendo Artur Lima, do CDS-PP, como vice-presidente.


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