Preços do petróleo estabilizam


 

Lusa / AO online   Economia   18 de Out de 2007, 12:38

As cotações do petróleo estabilizavam hoje nos mercados internacionais de Londres e Nova Iorque, onde os barris de referência se transaccionavam em baixa ligeira, embora os analistas continuem à espera de novos aumentos.
Após a publicação, quarta-feira, das estatísticas semanais sobre as reservas petrolíferas norte-americanas que aumentaram duas vezes mais do que esperado, os preços corrigiram dos máximos atingidos.

Por volta das 10:00 TMG, o barril de "light sweet crude" par entrega em Novembro custava 87,25 dólares, em baixa de 15 cêntimos no New York Mercantile Exchange (Nymex).

Na véspera, subira até 89 dólares, um novo máximo histórico, após um voto do Parlamento turco autorizando o recurso às forças armadas contra os rebeldes curdos no Norte do Iraque.

Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em Dezembro recuava 22 cêntimos a 82,91 dólares. Chegara muito perto, quarta-feira, de renovar o seu recorde histórico de 84,49 dólares.

Os factores que doparam recentemente as cotações continuam no entanto presentes.

O mercado está preocupado com a estreiteza do aprovisionamento quando se aproxima o Inverno no hemisfério norte, que marca um pico do consumo, de produtos para o aquecimento em particular.

Os stocks norte-americanos de crude estão em baixa de cerca de 4 por cento face ao ano anterior e os dos produtos destilados (que incluem diesel e combustível para o aquecimento) em baixa de 7 por cento.

Os stocks petrolíferos dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE) estão a um nível precário, segundo a Agência Internacional da Energia (AIE), e apesar dos apelos dos países consumidores, a OPEP não parece disposta a ir além dos 500.000 barris por dia que já se comprometeu a por no mercado a 1 de Novembro.

A estes factores vieram acrescentar-se nos últimos dias tensões geopolíticas. Por um lado, o parlamento turco deu ao governo os meios de uma intervenção militar do outro lado da fronteira com o Iraque, para neutralizar as bases de rebeldes curdos do Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK).

Por outro lado o presidente norte-americano George W. Bush evocou o riso de "uma terceira guerra mundial" no caso do Irão se dotar da arma nuclear, no quadro de uma guerra psicológica com o Irão que se traduz por um prémio de risco nos preços do petróleo.

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