Açoriano Oriental
PPM acusa Governo Regional de gestão "casuística" no abastecimento

O deputado único do PPM/Açores acusou o Governo Regional de agir sob “pressão da opinião pública” no abastecimento de bens ao grupo ocidental e afirma-se convencido de que tudo está a ser feito de forma casuística e caótica”.

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Foto: Marco Pimentel/AO
Autor: Lusa/AO Online

Em nota de imprensa, Paulo Estêvão advoga que o executivo açoriano, liderado pelo socialista Vasco Cordeiro, “não tinha nenhum plano de contingência preparado para assegurar o abastecimento aéreo das ilhas do grupo ocidental", Flores e Corvo, após a passagem do furacão Lorenzo e as más condições do mar, agindo "sob forte pressão da opinião pública das duas ilhas”.

O deputado da Assembleia Legislativa Regional adianta que ainda não obteve, por parte do executivo insular, resposta aos requerimentos sobre os contratos realizados com as empresas de transporte marítimo de mercadorias para assegurar o abastecimento ao grupo ocidental do arquipélago.

Segundo a nota, “o PPM assume, na falta de resposta, que o Governo Regional não assegurou as condições contratuais necessárias para assegurar a efetiva realização das ligações marítimas sempre que as condições do estado do mar o permitam”.

“Estamos até convencidos de que não existem contratos e que tudo está a ser feito de forma casuística e caótica, ativando apenas as respostas sempre que existe maior pressão por parte da opinião pública”, sustenta.

O Corvo está sem abastecimento por via marítima desde 06 de dezembro e as Flores desde 13 de dezembro de 2019, refere o parlamentar, reiterando que a situação merecia “uma intervenção firme do Presidente da República” - que fez a passagem de ano no Corvo - “junto do Governo Regional, no sentido de exigir maior eficiência e empenho ao executivo na resolução da questão”.

Para Paulo Estêvão, o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, “preferiu ignorar olimpicamente o assunto e colar-se ao Governo Regional”.

“O fornecimento de bens às ilhas do grupo ocidental está a falhar a todos os níveis devido à falta de empenho e eficácia do Governo Regional na resolução desta matéria”, acusa o deputado monárquico, apontando que “a embarcação ‘Malena’ se destina unicamente a abastecer a ilha das Flores e que a infraestrutura portuária da ilha do Corvo não possui as condições necessárias para que a mesma aí possa atracar”.

O PPM junta-se às várias vozes da oposição no parlamento açoriano que alertaram, na terça-feira, para a falta de bens nas duas ilhas e pediram medidas extraordinárias ao executivo açoriano.

Ainda durante esta semana, "na quinta ou na sexta-feira", a Força Aérea levará cinco toneladas de mercadoria para a ilha das Flores, particularmente fustigada pela passagem do furacão Lorenzo. Já a Marinha está a tratar da "logística" para fazer uma viagem entre a Terceira e as Flores, e transportar 25 toneladas de bens, anunciou hoje o diretor regional dos Transportes, Pedro Silva.

A passagem do furacão Lorenzo pelos Açores, em outubro de 2019, causou a destruição total do Porto das Lajes das Flores, o que colocou em risco o abastecimento ao grupo ocidental.

Foram registadas 255 ocorrências e 53 pessoas tiveram de ser realojadas, num total de cerca de 330 milhões de euros de prejuízo, segundo o Governo Regional.


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