PPM acusa governo de prejudicar rendimento dos agricultores

 PPM acusa governo de prejudicar rendimento dos agricultores

 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Nov de 2009, 16:06

O deputado açoriano do PPM, Paulo Estêvão, acusou hoje o governo regional de “prejudicar o rendimento dos agricultores locais” que pagam o gasóleo agrícola mais caro.  (ficheiro áudio)

“Uma questão simples torna-se num problema burocrático com impacto prolongado na ilha do Corvo”, onde, segundo o deputado, “os cinquenta e cinco lavradores locais deixaram de beneficiar dos cerca de cinquenta por cento de desconto no gasóleo agrícola”, explicou.

Paulo Estêvão sublinha que “os anteriores cartões, que davam benefícios fiscais, caducaram a 30 de Setembro", ocasião "em que foram distribuídos novos cartões mas não está, ainda, instalada a máquina que faz a sua leitura”.

“Há mais de um mês”, precisou o deputado, que “os agricultores corvinos estão a pagar na totalidade (0,56 cêntimos por litro) o preço do gasóleo sem possibilidade de usufruir da redução do preço a que têm direito”.

Falando numa conferência de imprensa em Angra do Heroísmo, Paulo Estêvão, garantiu, por outro lado, que “vai tentar assegurar uma projecção orçamental adequada” para o funcionamento eficaz do Parque Natural da ilha.

“Já sabemos que foram nomeados os membros que vão integrar o seu conselho de gestão, nomeadamente o seu director, engenheiro Jorge Cardoso, esperando-se que o Centro de Interpretação Ambiental, inaugurado em 2007, entre finalmente em funcionamento”, disse.

Paulo Estêvão aproveitou a ocasião para chamar a atenção para a existência de uma “lixeira a céu aberto” que pode levar a “Unesco a, pelo menos, estranhar que uma zona classificada como reserva da bioesfera mantenha o problema dos resíduos por resolver”.

“Primeiro decidiram construir um aterro, orçado em 700 mil euros, depois mudaram de estratégia e decidiram que vão exportar os resíduos, porém, até agora nenhuma das soluções apontadas está a ser implementada”, explicou o deputado.

Paulo Estêvão defendeu “uma potenciação da classificação da reserva da Biosfera para criar um selo de garantia a atribuir aos produtos locais para lhes fornecer um valor acrescentado junto dos mercados de consumidores”.

O dirigente reivindicou “uma melhor promoção da ilha enquanto destino ambiental privilegiado, bem como a construção das várias valências associadas ao turismo ambiental”.

Paulo Estêvão que recentemente esteve em greve da fome para protestar contra os atrasos na abertura das instalações locais da Delegação da Assembleia Legislativa Regional disse esperar que “agora se cumpra o prazo de duas semanas para a sua efectivação”.

Caso tal não aconteça garantiu que “não vai entrar outra vez em greve da fome” mas tomará “outras medidas” que não especificou.


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