Plano de barragens tem objectivos ambientais

Plano de barragens tem objectivos ambientais

 

Lusa / AO online   Economia   1 de Out de 2007, 17:43

O ministro do Ambiente afirmou hoje que o plano nacional de barragens serve objectivos ambientais, contribuindo para produzir electricidade a partir de fontes renováveis e ajudar Portugal a cumprir as metas impostas pelo Protocolo de Quioto.
Francisco Nunes Correia reagia assim às críticas dos ambientalistas que receiam que estas infra-estruturas ameacem o bom estado ecológico dos rios, garantindo que as barragens previstas são de extrema importância para Portugal poder atingir as metas de emissões de gases com efeito de estufa.

"Portugal quer fazer uma grande aposta nas energias renováveis e estas barragens, além de produzirem energia, desempenham um papel muito importante porque permitem reforçar também a energia eólica, armazenando a energia produzida pela eólica nas alturas em que a rede não precisa", disse o governante à margem de um colóquio comemorativo do dia nacional da água, organizado pelo Frupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA).

A meta para a produção hídrica é de 7.000 MegaWatts estando ainda a ser seleccionados os locais para construir as dez infra-estruturas.

"Justamente por estarmos preocupados com os aspectos ambientais e ecológicos dos rios é que se conduziu este processo com base numa avaliação ambiental estratégica, para encontrar os locais onde as medidas de mitigação possam resolver os problemas e as medidas de compensação possam valorizar aspectos ambientais que compensem os que se perdem", salientou o ministro, assumindo que o fornecimento de energia é a grande prioridade.

"Barragens desta dimensão não podem satisfazer só um uso. Têm de ser vistas numa lógica de usos múltiplos. Em algumas delas, vai-se tirar partido para reforçar o abastecimento às populações. Há um valor estratégico neste armazenamento de água que ultrapassa a energia, mas este é o primeiro objectivo", declarou.

Nunes Correia assegurou que não há ainda "locais definitivamente escolhidos", mas a pré-selecção já identificou alguns com "grande potencialidade".

A primeira sessão pública de apresentação do Plano deverá acontecer dentro de uma ou duas semanas, para depois se iniciar uma consulta pública.
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