PEV fala em chantagem e mantém sentido de voto sobre tempo de serviço dos professores


 

AO Online/ Lusa   Nacional   4 de Mai de 2019, 04:07

O Partido Ecologista ‘Os Verdes’ (PEV) anunciou esta sexta feira que não pretende alterar o sentido de voto relativamente à contabilização total do tempo de serviço dos professores e classificou a declaração do primeiro-ministro ao país como “chantagem”.

“Relativamente a esta chantagem, que não tem outro nome, que o senhor primeiro-ministro hoje veio fazer, eu quero dizer que ‘Os Verdes’ consideram que é absolutamente inadmissível, é inaceitável esta forma como o Governo procura agora condicionar a Assembleia da República”, afirmou a deputada Heloísa Apolónia, numa declaração aos jornalistas no parlamento, em Lisboa.

O PEV considerou que António Costa recorreu a uma “injusta chantagem” e “nem falou verdade nas declarações que fez, quando fala do impacto, designadamente, para o ano de 2019 das propostas que foram apresentadas”, dado que estas propostas “não têm qualquer impacto orçamental ao nível do ano de 2019”.

“Quando o senhor primeiro-ministro fala até da necessidade eventual de um orçamento retificativo, não é verdade, porque não há esse impacto. Parece que se está aqui a jogar com os números da forma que dá mais jeito”, referiu.

De acordo com a deputada, ‘Os Verdes’ vão manter o seu sentido de voto, como é evidente”, o que mantém “a coerência com tudo” o que o partido fez “durante esta legislatura” relativamente a esta matéria.

Para o PEV, “seria de uma enorme injustiça se todo o tempo de serviço prestado não fosse contabilizado para os professores e também para outras carreiras especiais, de uma enorme injustiça”.

“Estamos aqui para contribuir para a justiça e para soluções para o país para a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, salientou.

A deputada referiu também que “as propostas que ontem [quinta-feira] foram aprovadas em sede de comissão de Educação determinam justamente isso, a contagem de todo o tempo de serviço, pese embora não tenha ficado definido nenhum calendário para o efeito, em termos da progressividade da aplicação dessa medida, tendo em conta que o PSD e o CDS não aceitaram essa calendarização que, para ‘Os Verdes’, era algo importante”.

Heloísa questionou ainda “como é possível aceitar que não haja verba para a criação desta justiça, e haja sempre, e permanentemente, verba para safar os bancos, para injetar na banca privada e, até, para pôr o défice abaixo daquilo que o próprio Governo tomar como previsão”.

“Tudo aquilo que nós fizemos para a reposição de rendimentos dos portugueses foi tudo arrancada a ferro por parte, designadamente, dos Verdes perante o Governo e perante o Partido Socialista, tudo arrancado a ferros”, afirmou.


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