Pedro Nascimento Cabral quer ser líder do PSD/Açores e critica "exaustão" do PS

Pedro Nascimento Cabral quer ser líder do PSD/Açores e critica "exaustão" do PS

 

Lusa/AO Online   Regional   28 de Jun de 2018, 08:27

O advogado Pedro Nascimento Cabral apresentou a sua candidatura à liderança do PSD/Açores, prometendo, se ganhar, ser ativo no "melhorar da qualidade de vida" dos açorianos, por oposição a um executivo socialista que acusa "exaustão".

"No fim da presente legislatura, o PS atingirá perto de um quarto de século à frente dos destinos dos Açores. Serão quase 25 anos a viver sob a égide de um único partido, de um único pensamento, de uma única forma de agir e de governar a nossa região autónoma. Não tenho quaisquer dúvidas em afirmar que o Governo [Regional] do PS, cada dia que passa, mostra sinais de profunda exaustão e de falta de motivação e de engenho para elevar os Açores a outros patamares de progresso, que tanto ansiamos e necessitamos", declarou o candidato.

Pedro Nascimento Cabral apresentou a sua candidatura na sede do PSD/Açores de Ponta Delgada, mas garantiu não representar um "determinado grupo de militantes" ou "uma única ilha", antes representando "um projeto político pensado e destinado para todos os militantes" do PSD e para todas as nove ilhas dos Açores.

"O dia de hoje também não foi escolhido por mero acaso. Na verdade, há precisamente 42 anos, o nosso PSD, então sob a presidência do dr. João Bosco Mota Amaral, venceu as primeiras Eleições Legislativas Regionais dos Açores, que se disputaram no dia 27 de Junho de 1976", disse ainda, justificando o porquê de ter apresentado hoje a sua candidatura, a alguns meses das eleições no partido.

Estar na oposição, defende Pedro Nascimento Cabral, "não é abdicar de defender" o pensamento e convicções sociais-democratas, embora seja necessário ter "seriedade democrática para reconhecer o que tem sido bem feito nos últimos anos pela governação do PS no arquipélago".

E prosseguiu: "Mas temos a obrigação e o dever de apontar com veemência as omissões, os erros e a incompetência da sua [Governo Regional] ação em domínios fundamentais do nosso desenvolvimento coletivo, que empurram os nossos Açores para trás, aumentado a distância que nos separa dos índices de desenvolvimento do resto do país e dos demais Estados que compõem a União Europeia".

O executivo do PS, liderado por Vasco Cordeiro, "não apresenta qualquer perspetiva de futuro aos trabalhadores" do setor público empresarial regional, dando o candidato social-democrata como exemplo situações vividas em empresas como a SATA, Sinaga, Lotaçor ou Saudaçor.

"Este executivo nunca teve uma verdadeira estratégia para restruturar e desenvolver estas importantes áreas da nossa economia regional", sustentou ainda Pedro Nascimento Cabral.

Para o candidato à liderança do PSD, atualmente presidido por Duarte Freitas, a situação no arquipélago "agrava-se com a assustadora lista de espera de cirurgias na saúde, com os confrangedores resultados na educação, perante os humilhantes índices de pobreza" ou os "degradantes números de pessoas e famílias dependentes do rendimento social de inserção", para lá do "perturbador nível de desemprego e inquietante trabalho precário".

"Chegou o momento de o PSD/Açores reassumir o seu papel de partido de poder e responder aos desafios que os Açores enfrentam, defendendo com todo o vigor a autonomia que nos custou muito a conquistar", instou o candidato eleitoral.

Falando mais para o plano interno, do PSD, Pedro Nascimento Cabral diz que é necessária uma "alma nova" no partido, "pronta para enfrentar os próximos desafios eleitorais e recuperar a confiança" no "eleitorado de sempre", bem como de todos os que olham para o PSD nos Açores "como um partido capaz de desenvolver" a região.

Antes do exercício de um cargo político, defende o advogado de profissão, é necessário "sentir na pele os problemas que assolam o dia a dia" do povo, de forma a "adequar os instrumentos" ao nosso dispor para a resolução das várias questões.

"No novo PSD/Açores não pode haver lugar a divisionismos de espécie alguma. Todos os militantes são importantes. Não existem militantes novos ou velhos. De primeira ou de segunda linha. Que pertencem ao grupo de amigos do presidente e aqueles que não. Os que são convocados para dar a sua opinião e os outros que apenas servem para encher salas e segurar bandeiras", declarou.

Pedro Nascimento Cabral prometeu ainda a criação de um novo órgão no PSD/Açores, o Conselho Consultivo, a integrar figuras do partido e "que reunirá de forma ordinária duas vezes ao longo do ano, ou sempre que for expressamente convocado para o efeito, e que terá como função aconselhar o presidente do partido, através da emissão de pareceres, sobre assuntos de relevante interesse social, político e económico" dos Açores.

É esperada nova ida a votos do atual presidente do PSD/Açores, Duarte Freitas, nas próximas eleições para a liderança do partido.

"Tempo de vencer" é o lema da candidatura de Pedro Nascimento Cabral.



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