PCP/Açores diz que rejeição da proposta do Governo é "imperativo de salvação nacional"

PCP/Açores diz que rejeição da proposta do Governo é "imperativo de salvação nacional"

 

Lusa/AO online   Regional   20 de Out de 2011, 14:25

O PCP/Açores defendeu hoje que a rejeição da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2012 é um “imperativo de salvação nacional”, criticando PSD, CDS-PP e PS, mas também a actuação de Cavaco Silva

“A rejeição deste orçamento tornou-se um imperativo de salvação nacional”, afirmou Aníbal Pires, coordenador regional do PCP, numa intervenção no plenário da Assembleia Legislativa dos Açores.

Para Aníbal Pires, é necessária uma “resposta às tentativas de destruição das condições de vida e de ataque aos direitos”. Por isso, apelou à participação dos açorianos na greve geral de 24 de novembro, convocada pela CGTP e UGT.

Na sua intervenção, frisou que a proposta de OE para 2012 é “o mais brutal ataque alguma vez perpetrado contra os cidadãos deste país”, visando a consolidação orçamental através da “destruição de todos os meios e serviços do Estado”.

“A recessão e o desemprego vão ser cada vez maiores e Portugal vai afundar cada vez mais profundamente numa dívida sem saída perante o olhar tranquilo e satisfeito dos partidos ‘troikistas’ (PS, PSD e CDS-PP)”, afirmou.

Aníbal Pires acusou o PSD de “não se deter perante nada” e disse que o partido conta com o apoio do “mais inepto Chefe de Estado de que há memória na história de Portugal”, frisando que os social-democratas terão que explicar aos açorianos por que razão abandonaram o projeto autonómico.

“Depois de anos a clamar pela autonomia, mal chega ao Governo é o primeiro a mutilá-la e a abrir o caminho à sua destruição”, salientou o deputado regional comunista, que também criticou o CDS-PP, partido que “devia corar de vergonha e mudar de nome perante a desumanidade dos cortes” na saúde, na educação e nas prestações sociais.

As críticas estenderam-se também ao PS, que está, no seu entender, “desorientado pela recente derrota eleitoral” e não consegue “sair do pântano neoliberal para onde se rastejou”.

No debate que se seguiu, Francisco César, do PS, defendeu que Passos Coelho “devia ter explicado ponto por ponto” as razões das novas medidas de austeridade, questionando ainda se é “com mais meia hora de trabalho por dia e cortando nas pontes que se pensa resolver os problemas da economia”.

Por seu lado, Duarte Freitas, do PSD, recordou os “erros” da governação socialista que estiveram na origem da atual crise. “Estamos todos a pagar bem caro pelas asneiras de Sócrates”, afirmou.

No mesmo sentido, Paulo Estêvão, do PPM, frisou serem os socialistas os principais “responsáveis” pela situação do país, enquanto Artur Lima, do CDS-PP, defendeu que os comunistas também têm administradores em empresas públicas que ajudaram a "afundar o país".

Zuraida Soares, do BE, contestou as medidas de austeridade, que considerou serem um “ataque brutal e um roubo aos trabalhadores”.

Para o vice-presidente do Governo dos Açores, Sérgio Ávila, as medidas de austeridade previstas no OE “não têm capacidade para resolver os problemas financeiros” do país, alegando que “o problema de Portugal e da Europa reside no enfraquecimento do euro e na falta de liquidez do sistema bancário”.


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