Parlamento dos Açores defende maior concertação com as Canárias

O vice-presidente da Assembleia Legislativa dos Açores, Joaquim Machado, defendeu uma maior concertação entre os Açores, as Canárias e as restantes regiões ultraperiféricas na defesa dos seus interesses comuns



Joaquim Machado, que recebeu hoje o vice-presidente da Comissão de Transição Ecológica e Energia do parlamento das Canárias, no âmbito do Encontro Parlamentar Açores–Canárias. recordou que “a condição ultraperiférica traz consigo desvantagens que têm de ser devidamente reconhecidas pelas instâncias europeias”.

Para o vice do parlamento açoriano, citado em nota de imprensa, a visita dos representantes das Canárias “reforça a relação de proximidade entre duas regiões insulares ultraperiféricas, que partilham desafios semelhantes, mas também ambições comuns”.

Joaquim Machado salientou o percurso dos Açores na aposta nas energias renováveis e na transição energética, recordando que a região tem “um longo histórico neste domínio, que remonta ao ano de 1980”, desde o aproveitamento da energia geotérmica e eólica até aos mais recentes investimentos na produção descentralizada de energia através de sistemas fotovoltaicos.

O vice-presidente do parlamento açoriano salientou que os Açores e as Canárias partilham uma “responsabilidade acrescida” na preservação dos recursos naturais e da biodiversidade atlântica, defendendo que a sustentabilidade ambiental “constitui um eixo estratégico para ambas as regiões”.

Neste contexto, Joaquim Machado destacou o contributo pioneiro dos Açores, “internacionalmente reconhecido”, com a criação da Rede de Áreas Marinhas Protegidas, sublinhando que “o Atlântico tem nos Açores um aliado decisivo e determinado".

No quadro da preparação do próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia, Joaquim Machado defendeu que deve “contemplar os constrangimentos e as oportunidades das regiões ultraperiféricas, nomeadamente nas áreas da competitividade, segurança e defesa”.

Joaquim Machado reiterou ainda a importância da manutenção de instrumentos europeus como o POSEI- Programa de Opções Específicas para fazer face ao afastamento e à insularidade, por constituírem “mecanismos essenciais para garantir a coesão económica, social e territorial”.


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