Consumismo no Natal

Pais devem resistir aos pedidos dos filhos

Pais devem  resistir aos pedidos dos filhos

 

Lusa/AOonline   Nacional   7 de Dez de 2008, 10:23

O apelo ao consumo na época natalícia deve ser encarado com “coragem” pelos pais, que devem resistir aos inúmeros pedidos das crianças, oferecendo-lhes poucas prendas, mas que sejam significativas para elas, defendeu um especialista à Lusa.
    “Os pais devem ter atenção aos pedidos dos filhos, mas não devem comprar tudo e mais alguma coisa e devem conciliar com a família os presentes que vão oferecer”, sublinhou o psicoterapeuta e ludoterapeuta Vasco Catarino Soares.

    Numa altura de crise financeira, esta sugestão tem ainda mais peso, segundo o especialista, que deixa cinco conselhos práticos para ajudar os pais: “Duas ou três prendas”, “Esquecer a ideia de uma prenda para dois irmãos”, “Explicar aos filhos porque se deve ter poucas prendas”, “Dar o exemplo” e “Brincar, brincar, brincar”.

    O especialista defende que os pais não devem ir pelo “exagero”: “quando se oferecem muitas prendas, as crianças olham para elas e metem-nas logo de lado devido ao excessivo número de presentes”. E o excesso, segundo o especialista, transformou esse momento de dar “quase” num ritual. “Deixou de haver o entusiasmo de descobrir o que estava embrulhado”.

    Para os presentes terem mais valor, o psicoterapeuta defende que “os pais devem escolher duas ou três prendas”, mas que sejam importantes para os filhos e possíveis para a bolsa dos pais.

    “Uma prenda de valor para as crianças nem sempre é a mais cara. Às vezes, um brinquedo mais simples oferecido por um tio ou outra pessoa acaba por revelar-se o brinquedo preferido”, sublinhou.

    Por outro lado, os pais devem explicar aos filhos porque não podem ter tantos presentes.

    “Mesmo que a criança diga que gostava de ter aquele brinquedo que os amigos têm, a mensagem que os pais devem fazer passar é a de que nem sempre é possível ter tudo e que o dinheiro custa a ganhar”, justificou.

    Vasco Soares frisou que, por “muito dura que seja, a verdade é sempre preferível do que a mentira e o engano” e as crianças compreendem isso, mesmo que pareça que não.

    O comportamento dos pais também servirá de exemplo para os filhos. “Se os pais são gastadores e consumistas, mas depois dizem aos filhos que não podem ter mais prendas porque não têm dinheiro, a mensagem sai furada. Porque aquilo que as crianças vão seguir é o comportamento dos pais”, acrescentou. 

   

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