Osteoporose atinge entre 700 mil e 800 mil portugueses

Osteoporose atinge entre 700 mil e 800 mil portugueses

 

Lusa/AO Online   Nacional   20 de Out de 2009, 06:47

Entre 700 mil e 800 mil portugueses sofrem de osteoporose, sendo a maioria mulheres, estimativa avançada pela Associação Nacional Contra a Osteoporose (APOROS), que alerta para o aumento do número de fracturas em consequência da doença.

A propósito do Dia Mundial da Osteoporose, que hoje se assinala, a presidente da APOROS, Viviana Tavares, disse à agência Lusa que está a aumentar a probabilidade de um doente, principalmente mulheres, sofrer uma fractura devido à osteoporose.

Segundo a reumatologista do Hospital Garcia de Orta, em Almada, cerca de 50 mil fracturas ocorrem anualmente como consequência da doença.

"O número global de casos aumenta com o envelhecimento da população", mas "nas fracturas osteoporóticas tem havido um aumento superior", alertou a especialista.

Como exemplo, referiu que as fracturas do colo do fémur têm registado um aumento de quatro por cento todos os anos.

"Além do envelhecimento, há outros factores que podem estar a contribuir para que a incidência das fracturas esteja a aumentar", referiu, apontando o estilo de vida sedentária e a alimentação como prováveis causas da subida.

A reumatologista acrescentou que a osteoporose com fracturas está associada a um aumento da mortalidade, sublinhando que entre 15 a 20 por cento das pessoas com fractura do colo do fémur morrem após um ano de ter sido detectada a doença.

Para se evitar tal aumento, a presidente da APOROS aconselha uma alimentação saudável, prática de exercício físico, consumo moderado de bebidas alcoólicas, não fumar, não deixar a medicação e evitar quedas.

"É fundamental que os médicos identifiquem os indivíduos que têm maior risco de fractura", disse, adiantando que hoje já existem ferramentas de avaliação de risco que ajudam a perceber a probabilidade de um doente ter uma fractura no prazo de 10 anos.

Viviana Tavares salientou que, após ser identificado o risco de fractura, o doente deve fazer a intervenção farmacológica, que não deve abandonar, mesmo que não tenha dores.

A especialista lamentou que entre 20 a 25 por cento dos doentes deixem a medicação.

A reumatologista acrescentou que a estimativa aponta para 700 a 800 mil portugueses a sofrerem de osteoporose, uma doença que afecta sobretudo as mulheres após a menopausa e ambos os sexos após os 60 anos.

De acordo coma a especialista, uma em cada três mulheres depois da menopausa pode vir a ter osteoporose, enquanto um em cada cinco homens poderá ter a doença depois dos 50 anos.

Nos mais jovens, a doença é mais rara, mas quando surge está geralmente associada a outro tipo de patologia.

A prevalência da osteoporose e a incidência do número de fracturas em Portugal são idênticas às que ocorrem em Espanha, Itália e França, mas são menores às dos países do Norte da Europa.

A presidente da Associação Nacional Contra a Osteoporose alertou ainda para os custos elevados da doença, sobretudo as despesas do tratamento hospitalar de cada fractura.

"Tem um custo elevado, que não está todo contabilizado. Só o custo hospitalar das fracturas da anca, em 2006, foi cerca de 53 milhões de euros", disse ainda.

A osteoporose é uma doença esquelética sistémica que se caracteriza pela diminuição da massa óssea e por uma alteração da qualidade microestrutural do osso, levando a uma diminuição da resistência óssea e ao consequente aumento do risco de fracturas.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.