Açoriano Oriental
Orçamento para 2019 de Vila Franca do Campo é superior a 9 ME

O orçamento para 2019 da Câmara de Vila Franca do Campo, Açores, no valor de 9,7 milhões de euros foi aprovado com os votos a favor do PS e do presidente da junta de freguesia da Ribeira Seca (PSD).

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Foto: Eduardo Resendes
Autor: Lusa/AO Online

O documento foi aprovado com 17 votos a favor do PS, um do PSD, oito abstenções do PSD e um voto contra do PSD.

O presidente da autarquia, Ricardo Rodrigues, referiu que os investimentos a realizar, alguns com apoio de fundos comunitários, pretendem dar "melhor qualidade de vida aos vilafranquenses e uma atenção especial à juventude", já que o documento "tem inscrito, pela primeira vez, a atribuição de bolsas de estudo para estudantes universitários com fracos recursos financeiros" e privilegia também "o mérito nas notas".

"Manteremos os apoios sociais, através do fundo de emergência social e no apoio à habitação degradada para pequenas reparações em obras de famílias carenciadas", acrescentou o autarca, em declarações à agência Lusa.

De acordo com Ricardo Rodrigues, "nos últimos anos, o orçamento da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo variou entre nove e dez milhões de euros e, no próximo ano, será de 9,7 milhões de euros".

"Assim damos continuidade a um processo de modernização administrativa, que já se iniciou, mas que, para o ano, tem um investimento de cerca de 734 mil euros que visa realizar obras no edifício da Câmara Municipal e também em Ponta Garça, a maior freguesia do concelho, com a criação da loja do munícipe", adiantou.

Para o próximo ano, a autarquia de São Miguel prevê a criação do roteiro das olarias e dar continuidade à reconstrução do parque recreativo e de lazer da Mãe de Deus, onde está inserido o campo de jogos, fechado há mais de 15 anos, uma obra que já se iniciou com recurso a fundos comunitários.

A requalificação da Praia do Corpo Santo, cuja encosta está com problemas de sustentabilidade, é outra obra que está inscrita no orçamento de Vila Franca para o próximo ano, a par da reabilitação do Mercado de Peixe, uma obra que será realizada com recurso a fundos comunitários.

Ricardo Rodrigues afirmou que "a câmara tem a situação financeira equilibrada", mas sublinhou que é preciso "não esquecer que há uma forte inscrição no orçamento para pagamento das dívidas do passado", alertando que "cerca de um terço de recursos é destinado ao pagamento de dívidas, o que compromete muito a capacidade de apoios aos munícipes".

O presidente da Junta de Freguesia da Ribeira Seca, eleito pelo PSD, mas que votou a favor do orçamento, justificou à Lusa o voto favorável com o facto de o documento ter medidas que, "a serem concretizadas, serão benéficas para o concelho, nomeadamente a inscrição de verbas para a continuação das obras do parque recreativo da Mãe de Deus onde se inclui o campo de futebol, há muitos anos inativo".

Emanuel Medeiros sublinhou ainda que o documento prevê "o reforço" das transferências de verbas para as juntas do concelho, salientando também "a boa colaboração que há entre a junta e a autarquia", que "não faz qualquer discriminação pela cor partidária".


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