Açoriano Oriental
"Oficina agroalimentar" quer rentabilizar produtos excedentários na ilha de São Miguel
Uma quinta em Rabo de Peixe, na ilha de S. Miguel, nos Açores, verá surgir em 2014 uma "oficina agroalimentar" dirigida a públicos de diversas idades, sendo o objetivo tentabilizar produtos excedentários.
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Foto: Eduardo Costa/Lusa
Autor: Lusa/AO Online

 

“Vai ser um espaço que nos vai permitir abrir a quinta ao público de forma organizada”, afirmou à Lusa Paulo Decq, proprietário do espaço, acrescentando que o projeto, apoiado com fundos comunitários, deverá começar a funcionar em 2014.

Paulo Decq, a mulher Inês e os três filhos trocaram em 2001 “uma vida de stress” em Lisboa pela “calma e qualidade de vida” de S. Miguel, tendo definido como objetivo de vida a recuperação de uma quinta de família, “que estava em decadência” e onde hoje produzem e vendem de forma personalizada diversos legumes, cuja existência na ilha estava dependente da importação.

Além de uma parte pedagógica, direcionada para a visita de grupos de alunos das escolas, a oficina pretende também atrair turistas, tornando-se ponto de paragem nos roteiros da costa norte da ilha de S. Miguel enquanto espaço agrícola, proporcionando diferentes experiências e aprendizagens.

Segundo Paulo Decq, o projeto da oficina vai permitir criar postos de trabalho e vender o excedente da produção agrícola da quinta na loja e no restaurante.

O proprietário da Quinta dos Sabores explicou, também, que a oficina agroalimentar já esteve licenciada como restaurante, mas por falta de capacidade financeira o projeto teve de ser adiado e dada primazia à produção e trabalho agrícola.

Apesar de não ter certificação de produção biológica, a produção de alface, rúcula, mostarda, couves, tomate cereja e ervas aromáticas é feita de forma natural e sem recurso a químicos, o que “garante a qualidade e durabilidade dos produtos”, que são consumidos localmente.

Todas as semanas entregam em casa de 40 a 50 clientes, de várias idades e condições sociais, cestas personalizadas, com legumes cultivados em seis estufas e apanhados no próprio dia, cujo preço varia entre os sete e os 22 euros.

“Temos uma relação muito direta com os clientes, a nível de telemóveis. De segunda a sexta fazemos a distribuição”, disse à Lusa Inês Sá da Bandeira, acrescentando que é um “imenso gozo, até numa altura de crise em que as pessoas estão com alguma dificuldade, poder servir bem os clientes e encher bem os cabazes".

“Começamos a trabalhar muito vocacionados para a hotelaria, restauração e começamos por brincadeira com a questão das cestas, que se fazia e faz lá fora. Hoje em dia, passados estes cinco/seis anos, 90% do nosso trabalho é dedicado aos cabazes”, revelou Paulo Decq.

A Quinta dos Sabores, localizada em Rabo de Peixe, já foi dedicada à laranja, depois ao maracujá e agora está vocacionada para a produção de legumes diversificados.

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