"Oficina agroalimentar" quer rentabilizar produtos excedentários na ilha de São Miguel

"Oficina agroalimentar" quer rentabilizar produtos excedentários na ilha de São Miguel

 

Lusa/AO Online   Regional   14 de Out de 2013, 09:20

Uma quinta em Rabo de Peixe, na ilha de S. Miguel, nos Açores, verá surgir em 2014 uma "oficina agroalimentar" dirigida a públicos de diversas idades, sendo o objetivo tentabilizar produtos excedentários.

 

“Vai ser um espaço que nos vai permitir abrir a quinta ao público de forma organizada”, afirmou à Lusa Paulo Decq, proprietário do espaço, acrescentando que o projeto, apoiado com fundos comunitários, deverá começar a funcionar em 2014.

Paulo Decq, a mulher Inês e os três filhos trocaram em 2001 “uma vida de stress” em Lisboa pela “calma e qualidade de vida” de S. Miguel, tendo definido como objetivo de vida a recuperação de uma quinta de família, “que estava em decadência” e onde hoje produzem e vendem de forma personalizada diversos legumes, cuja existência na ilha estava dependente da importação.

Além de uma parte pedagógica, direcionada para a visita de grupos de alunos das escolas, a oficina pretende também atrair turistas, tornando-se ponto de paragem nos roteiros da costa norte da ilha de S. Miguel enquanto espaço agrícola, proporcionando diferentes experiências e aprendizagens.

Segundo Paulo Decq, o projeto da oficina vai permitir criar postos de trabalho e vender o excedente da produção agrícola da quinta na loja e no restaurante.

O proprietário da Quinta dos Sabores explicou, também, que a oficina agroalimentar já esteve licenciada como restaurante, mas por falta de capacidade financeira o projeto teve de ser adiado e dada primazia à produção e trabalho agrícola.

Apesar de não ter certificação de produção biológica, a produção de alface, rúcula, mostarda, couves, tomate cereja e ervas aromáticas é feita de forma natural e sem recurso a químicos, o que “garante a qualidade e durabilidade dos produtos”, que são consumidos localmente.

Todas as semanas entregam em casa de 40 a 50 clientes, de várias idades e condições sociais, cestas personalizadas, com legumes cultivados em seis estufas e apanhados no próprio dia, cujo preço varia entre os sete e os 22 euros.

“Temos uma relação muito direta com os clientes, a nível de telemóveis. De segunda a sexta fazemos a distribuição”, disse à Lusa Inês Sá da Bandeira, acrescentando que é um “imenso gozo, até numa altura de crise em que as pessoas estão com alguma dificuldade, poder servir bem os clientes e encher bem os cabazes".

“Começamos a trabalhar muito vocacionados para a hotelaria, restauração e começamos por brincadeira com a questão das cestas, que se fazia e faz lá fora. Hoje em dia, passados estes cinco/seis anos, 90% do nosso trabalho é dedicado aos cabazes”, revelou Paulo Decq.

A Quinta dos Sabores, localizada em Rabo de Peixe, já foi dedicada à laranja, depois ao maracujá e agora está vocacionada para a produção de legumes diversificados.


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