Ninguém acredita neste Orçamento, a começar por Paulo Portas diz Seguro

Ninguém acredita neste Orçamento, a começar por Paulo Portas  diz Seguro

 

Lusa/AO online   Economia   30 de Out de 2012, 16:41

O secretário-geral do PS, António José Seguro, defendeu esta terça-feira que a proposta de Orçamento para 2013 está condenada ao fracasso e que ninguém acredita nela, a começar pelo ministro de Estado e presidente do CDS-PP, Paulo Portas.

"É um Orçamento do Estado condenado ao insucesso. Ninguém acredita nele, a começar pelo próprio líder do CDS e ministro dos Negócios Estrangeiros", afirmou o secretário-geral do PS, durante o debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2013, na Assembleia da República.

Segundo António José Seguro, o cenário macroeconómico inscrito na proposta do Governo não é credível, nenhum economista da bancada do PSD dá validade à previsão de uma recessão de apenas um por cento no próximo ano e, por isso, o primeiro-ministro está a tentar "fugir como o diabo da cruz" da discussão do Orçamento.

O secretário-geral do PS, que respondia ao ao vice-presidente da bancada social-democrata Luís Menezes, alegou que o PSD só quer falar do passado por não haver resultados da política do Governo para apresentar nem estratégia para o futuro.

Antes, Luís Menezes responsabilizou os socialistas pela atual situação do país e perguntou a António José Seguro "onde é que andou nos últimos seis anos em que o PS foi Governo em Portugal" e "elevou o endividamento para níveis insustentáveis", fez obras públicas e parcerias público-privadas (PPP) deixando a fatura para mais tarde.

"Durante seis anos do Governo do PS, no fundo daquela bancada, não disse nada. Foi conivente com o maior ataque ao Estado social feito em democracia", acusou o deputado do PSD, observando: "A demagogia devia ter limites".



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