Nawaz Sharif quer voltar ao Paquistão dentro de quatro a cinco dias


 

Lusa / AO online   Internacional   23 de Nov de 2007, 10:03

O antigo primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif quer tentar um novo regresso do exílio ao Paquistão, que continua sob estado de emergência, dentro de quatro ou cinco dias, anunciou um porta-voz do seu partido.
Depois de se encontrar hoje com o rei Abdallah da Arábia Saudita, onde vive no exílio, “Nawaz Sharif prevê regressar ao país dentro de quatro ou cinco dias”, assegurou Ahsan Iqbal, porta-voz da Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N).

Sharif, que chefiou o governo paquistanês entre 1990 e 1993 e entre 1996 e 1999, foi expulso pelo actual chefe de Estado, general Pervez Musharraf, na sequência de um golpe de estado.

Dois anos mais tarde, Sharif, condenado a prisão perpétua por corrupção e desvio de fundos públicos quando chefiava o governo paquistanês, assinou com o governo de Musharraf um acordo que lhe permitiu exilar-se na Arábia Saudita, mas com a promessa de não exercer qualquer actividade política relativa ao Paquistão.

A 10 de Setembro último, depois do Supremo Tribunal paquistanês ter recusado a validade deste acordo, o ex-primeiro-ministro tentou regressar ao Paquistão, mas apenas durante algumas horas, pois foi forçado a regressar à Arábia Saudita.

Desde que Musharraf impôs o estado de emergência a 03 de Novembro, Sharif tem pedido para regressar a ameaçou pedir ao seu partido PML-N para boicotar as eleições legislativas.

A imprensa paquistanesa noticiou hoje que a mulher e o irmão de Sharif deverão chegar ao Paquistão antes de segunda-feira, dia em que termina o prazo para apresentação de candidaturas às eleições legislativas.

De acordo com a imprensa, Sharif deverá chegar mais tarde devido a um «acordo secreto» com Musharraf, no qual o Presidente do Paquistão autoriza o regresso do antigo primeiro-ministro mas com a condição de não se candidatar às legislativas de 08 de Janeiro de 2008.

Uma das razões invocadas pela imprensa para explicar este «acordo secreto» é a de que com este Musharraf espera impedir a união da oposição em torno da antiga primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto, rival de Sharif nos anos 1990.

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