Rússia

Moscovo renunciará a instalar mísseis se EUA fizerem o mesmo


 

Lusa/AOonline   Internacional   13 de Nov de 2008, 11:07

O Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, declarou que o seu país renunciará à instalação de mísseis Iskander em Kalininegrado se a nova Administração norte-americana voltar a analisar a necessidade de instalar elementos de defesa antimíssil na Europa.
“A Rússia poderá renunciar a essa decisão se a nova Administração dos Estados Unidos voltar a analisar todas as consequências das decisões correspondentes sobre a instalação do sistema antimíssil e do radar, voltar a reflectir sobre a sua eficácia e sobre numerosos outros factores, em particular, até que ponto estes meios são adequados para reagir às ameaças da parte dos chamados países 'proscritos'”, declarou Medvedev, numa entrevista publicada hoje no sítio presidencial kremlin.ru.

    O Presidente russo considerou promissora a primeira reacção por parte dos EUA, anunciando para breve um encontro com Barack Obama.

    “O Presidente eleito e eu acordámos realizar um encontro rapidamente, o que é muito importante tanto para os Estados Unidos, como para a Rússia”, declarou.

    Na sua Mensagem ao país, no passado 05 de Novembro, Medvedev anunciou que a Rússia instalará mísseis Iskander em Kalininegrado, enclave russo no Báltico, para responder ao escudo antimíssil norte-americano na Europa.

    Ao abordar a Cimeira do G20, Dmitri Medvedev apelou aos dirigentes que se irão reunir no sábado em Washington para lançar as bases de “novo sistema Bretton-Woods” face à crise financeira mundial.

    Assinados em 1944, os acordos de Bretton-Woods lançaram os fundamentos do sistema financeiro mundial actual.

    “O novo sistema deve ser aceite por todos os países, ele deve poder resolver os problemas no interesse de todos, e não no interesse de um só país, por muito grande que seja”, sublinhou o dirigente russo.

    “Não só vou levar propostas, mas já as enviei ao Presidente Sarkozy, ao primeiro-ministro Berlusconi, à chanceler Merkel e ao primeiro-ministro Brown”, revelou Medvedev, acrescentando que “não é segredo que partilhamos da mesma visão sobre a génese e a natureza da crise”.

    Na mesma entrevista, o Presidente russo reafirmou que Moscovo “agiu com toda a seriedade” ao reconhecer a independência da Abkházia e Ossétia do Sul.

    “Trata-se de uma decisão definitiva e irreversível”, frisou.

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