Ministro da Defesa quer que Portugal apanhe "voo" do investimento na UE e NATO

Ministro da Defesa quer que Portugal apanhe "voo" do investimento na UE e NATO

 

Lusa/Ao online   Nacional   30 de Jun de 2018, 18:16

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, defendeu este sábado que o “novo impulso” no investimento em Defesa na União Europeia e na NATO é “um voo” que Portugal não se pode dar “ao luxo de perder”.

“O novo impulso que se reconhece à importância no investimento em Defesa no âmbito da União Europeia (UE) ou da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO)” é “um voo que Portugal não pode dar-se ao luxo de perder”, afirmou José Azeredo Lopes.

Na cerimónia militar integrada nas comemorações do 66.º aniversário da Força Aérea Portuguesa (FAP), que decorreu hoje em Évora, o ministro da Defesa Nacional apontou o setor aeronáutico e o projeto da aeronave KC-390 como exemplos da importância do investimento nesta área.

Segundo o ministro, neste projeto aeronáutico, é de salientar “a excelente relação e trabalho conjunto entre o Estado, a indústria, as academias e a FAP”.

“A Defesa Nacional e, neste caso em particular, a FAP criam valor e infundem um sentido comum de valor”, afirmou.

Na sua intervenção, o governante considerou também “fundamental” o papel da FAP no projeto KC-390, no âmbito do qual o Estado português está em negociações com a construtora aeronáutica Embraer para a aquisição de cinco aeronaves, para a substituição dos C-130 da Força Aérea.

“O projeto KC-390 é o primeiro programa de aeronáutica com engenharia portuguesa”, tendo resultado em “mais de 450 mil horas de trabalho de engenharia desenvolvida em Portugal”, frisou, elogiando o contributo da FAP para “a formulação dos requisitos operacionais e logísticos” da aeronave.

No discurso, José Azeredo Lopes aludiu à missão da Força Aérea, realçando que, no ano passado, envolveu mais de 18 mil horas de voo, transportou mais de 600 doentes, em terra ou no mar, realizou mais de 30 missões de transporte de órgãos e completou mais de 30 operações de busca e salvamento.

“São ações que não são abstratas. São ações concretas, missões concretas, horas e minutos concretos em que a ação da FAP tocou vidas concretas, de pessoas concretas, de famílias concretas”, assinalou.

Évora, a cidade que “tem sabido abraçar” o “cluster” aeronáutico que “vem florescendo” em Portugal, segundo o ministro da Defesa, está a ser o palco, desde quinta-feira e até à próxima segunda-feira, das comemorações do 66.º aniversário da Força Aérea Portuguesa.

A cerimónia militar de hoje, com militares em parada, decorreu na Praça do Giraldo, perante centenas de populares.

As celebrações incluem também, no domingo, Dia da Força Aérea, um festival aéreo, no aeródromo municipal, com demonstrações acrobáticas de Portugal, Espanha, Marrocos e Bélgica.

Exposições, demonstrações, concertos e conferências são outros destaques do programa das comemorações, que integram igualmente a exposição estática de aeronaves equipamentos militares.




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