Marcelo defende retoma do processo negocial israelo-palestiniano para solução de dois Estados

Marcelo defende retoma do processo negocial israelo-palestiniano para solução de dois Estados

 

Lusa/AO Online   Nacional   27 de Set de 2018, 07:08

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu na quarta-feira que "o bom senso convida a uma retoma do processo negocial credível" entre Israel e a Palestina "conduzindo a uma solução viável de dois Estados".

Na sua intervenção no debate geral da 73.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, o chefe de Estado afirmou que "a estabilização e a paz sustentadas no Médio Oriente exigem a resolução do conflito israelo-palestiniano".

"O bom senso convida a uma retoma do processo negocial credível, encarando todas as questões do estatuto final, incluindo a questão de Jerusalém, e conduzindo a uma solução viável de dois Estados, assente na coexistência em paz e em segurança de Israel e da Palestina", acrescentou.

No seu discurso, o Presidente da República falou também da situação na Síria, que qualificou de "dramática", com "um dos maiores fluxos de refugiados, na região e fora dela".

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "só uma solução política, substantiva, inclusiva e mediada pelas Nações Unidas garantirá o efetivo e abrangente apoio internacional à reconstrução" da Síria.

"Infelizmente, em certas zonas do Médio Oriente e do Magrebe continua a haver sinais de permanente instabilidade política, social e económica", lamentou.

No seu discurso, feito na presença do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, o Presidente da República defendeu ainda que "a comunidade internacional deve unir-se para ajudar à situação humanitária e securitária e à criação de um Estado sólido" na Líbia.

Em relação ao Iémen, disse que "permanece o palco de uma das maiores crises humanitárias da atualidade, atingindo em especial os mais vulneráveis, mulheres e crianças", e que "só soluções políticas com mediação das Nações Unidas e o respeito do direito internacional humanitário poderão inverter uma situação cada vez mais dramática".



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.