Maquinistas anunciam em greve a partir de quinta-feira

Maquinistas anunciam  em greve a partir de quinta-feira

 

Lusa / AO online   Economia   22 de Out de 2007, 18:43

Os maquinistas alemães anunciaram uma greve nos comboios regionais e urbanos durante 30 horas a partir da madrugada de quinta-feira, para reivindicar um contrato colectivo e aumentos salariais separados dos outros funcionários dos caminhos-de-ferro.
Será a quarta greve no espaço de duas semanas, e a mais prolongada, entre as 02:00 de quinta-feira e as 08:00 de sexta-feira (01:00 de quinta-feira e 07:00 de sexta feira em Lisboa).

    O sindicato dos maquinistas (GdL) justificou hoje o regresso à greve com a recusa da administração dos caminhos-de-ferro alemães (DB) em melhorar a proposta salarial de aumentos de 10 por cento para os 15 mil maquinistas, com a contrapartida de mais oito horas de trabalho por mês.

    A DB ofereceu também um prémio único de dois mil euros aos maquinistas, que alegaram tratar-se apenas do pagamento de horas extraordinárias em dívida.

    Os maquinistas, que têm salários brutos entre os 1.970 e os 2.142 euros mensais, exigem um salário bruto mensal de 2.500 euros no início da carreira, o que corresponde a cerca de 30 por cento de aumento.

    A administração da DB considerou as exigências dos maquinistas "irresponsáveis e incomportáveis", exortou o GdL a sentar-se à mesa das negociações, mas ao mesmo tempo negou melhorar de novo a sua proposta.

    O GdL sublinhou, no entanto, que a percentagem de aumento "descerá rapidamente" se houver negociações, afirmando que o verdadeiro objectivo dos maquinistas, que são apenas cinco por cento dos 300 mil ferroviários, é terem um contracto colectivo separado dos outros trabalhadores da DB.

    Inicialmente, o GdL anunciou que haveria greves hoje, terça-feira e quarta-feira nos comboios regionais e urbanos (estes últimos ligam a periferia ao centro de várias grandes cidades).

    Os dirigentes sindicais dos maquinistas justificaram a mudança de estratégia dizendo que querem prejudicar o menos possível os milhões de passageiros que dependem dos referidos comboios para chegarem diariamente aos seus empregos.

    Os maquinistas estão impedidos por um acórdão do Tribunal Regional de Trabalho de Chemnitz, pronunciado há três semanas, de fazer greve nos comboios de longo curso e nos comboios de mercadorias.

    No entanto, o GdL já recorreu desta sentença, deixando claro que, se os maquinistas ganharem, centrarão a luta neste sector, considerado o "nervo vital" da DB devido à importância económica.

    O Tribunal de Chemnitz justificou a decisão em primeira instância com a necessidade de manter a "proporcionalidade" e não permitir que a greve nos comboios prejudique demasiado a economia nacional, e só julgará o recurso do GdL a 02 de Novembro.
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