Congresso PSD

Luís Filipe Menezes promete fazer "mais e melhor" e combater "fatalismo"

Luís Filipe Menezes promete fazer "mais e melhor" e combater "fatalismo"

 

Lusa/ AO online   Nacional   13 de Out de 2007, 11:37

O novo líder do PSD, Luís Filipe Menezes, prometeu hoje fazer "mais e melhor", combatendo o "fatalismo, derrotismo e pessimismo" e apelando à unidade e coesão do partido.
    No discurso de abertura do XXX Congresso do PSD, que o consagra como novo líder social-democrata, Luís Filipe Menezes falou mais para o interior do partido, recuperando muitas das ideias que já tinha avançado ao longo da campanha interna e propostas que fazem parte da sua moção de estratégia global.

    "Vamos fazer mais e melhor a partir de hoje", prometeu o novo líder social-democrata, defendendo a necessidade do partido se concentrar no ciclo eleitoral que aí vem: as regionais nos Açores no próximo ano e, em 2009, as legislativas, autárquicas e europeias.

    "Vamos preparar-nos para ganhar", desafiou, preconizando um "combate contra o fatalismo, o derrotismo e o pessimismo".

    Num discurso de mais de meia hora mas sem novidades, Luís Filipe Menezes dedicou largos minutos a criticar o Governo, recordando as promessas não cumpridas por José Sócrates.

    "O actual primeiro-ministro rompeu um ciclo virtuoso da democracia. Até hoje, ninguém tinha renegado os compromissos eleitorais", acusou, classificando o comportamento de José Sócrates como "imperdoável".

    "Temos à nossa espera quem não se resigna", sublinhou.

    Recuperando as propostas da moção que traz ao Congresso, Luís Filipe Menezes falou do gabinete de porta-vozes que será criado, avisando que, a partir de agora, "cada ministro, cada secretário de Estado vai ter um rosto do PSD à perna".

    Nos próximos dois anos, acrescentou Luís Filipe Menezes, será também altura para trazer de volta as "verdadeiras elites portuguesas", porque "abrir o partido à sociedade não significa dar mais uma oportunidade às pseudo-elites esgotadas".

    "Vamos envolver os melhores", sublinhou, prometendo um partido "vibrante, pró-activo", nomeadamente na proposta de revisão da Constituição que irá ser elaborada.

    Colocar as bases do partido no centro de todas as decisões será também um dos objectivos desta nova direcção social-democrata, acrescentou Luís Filipe Menezes, reiterando a intenção de serem os militantes a escolher os candidatos a deputados.

    Sobre a equipa que o acompanhará nos próximos dois anos, o novo líder social-democrata disse muito pouco, adiantando apenas que as listas darão "um sinal de unidade e coesão" e delas constarão "dirigentes mais experientes e menos experientes", que estiveram nos Governos de Sá Carneiro, Cavaco Silva, Durão Barroso, Pedro Santana Lopes e "nos órgãos nacionais" seu antecessor na liderança do PSD, Marques Mendes.

    "Queremos promover a tolerância interna, connosco nunca existirão processos por delito de opinião", garantiu.

    Quanto à liderança do grupo parlamentar, o novo líder social-democrata, Luís Filipe Menezes também nada revelou, limitando-se a reafirmar que não intervirá "nas escolhas democráticas dos deputados" mas prometeu "exigir disciplina férrea".

    Relativamente às listas para o Conselho Nacional, o novo líder social-democrata incentivou a apresentação de listas alternativas à sua, assegurando que vê com "muitos bons olhos" outras listas.

    Logo no início do seu discurso, Luís Filipe Menezes fez uma curta referência aos seus antecessores na liderança social-democrata, recordando, por exemplo, "o estilo combativo e corajoso" de Pedro Santana Lopes e "a dedicação" de Luís Marques Mendes.

    Para domingo, no discurso de encerramento do Congresso, Luís Filipe Menezes prometeu apresentar propostas para o país, em áreas como a saúde, a transparência, o crescimento económico e a redução da despesa pública, entre outras.
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