Luís Filipe Menezes defende transparência na escolha da nova administração RTP


 

Lusa/Ao online   Nacional   3 de Dez de 2007, 05:31

O líder do PSD, Luís Filipe Menezes, acusou domingo à noite o Governo socialista de “estar a fazer grande segredo quando deveria assentar na transparência para a escolha da nova administração da RTP”.
“Mandaria o bom senso que este assunto deveria ser conversado com todos os partidos com assento parlamentar a começar pelo maior partido da oposição, numa situação em que até o ministro [que tutela] a Comunicação Social é o dos Assuntos Parlamentares”, sublinhou.

    Luís Filipe Menezes aproveitou a ocasião para dizer que “a RTP tem profissionais sérios e isentos, nos Açores e em Lisboa”, mas que “desconhece porque é que no sábado, tal como nas últimas quatro semanas, [o PSD] foi atirado para o minuto 47 do ‘Telejornal’”.

    “Talvez seja porque estamos a incomodar e, por isso, constatamos o facto que passamos para a parte final dos telejornais com o mesmo tempo de antena de partidos que têm um décimo dos nossos votos”, precisou o líder social-democrata.

    Segundo Luís Filipe Menezes “o primeiro-ministro abre os telejornais com direito a 10 minutos em cada noite”, sendo, nesta circunstância, necessário “denunciar e lutar contra a situação”.

    O líder social-democrata alegou que “não há democracia representativa sem equilíbrio nos órgãos públicos de comunicação que são pagos pelos impostos de todos os portugueses”.

    Luís Filipe Menezes, que falava em Angra do Heroísmo num jantar de Natal com mais de meio milhar de militantes e simpatizantes do PSD, comprometeu-se “a lutar ao lado do PSD/Açores contra algo que começa a ser insuportável: os governos socialistas”.

    “Vai ser difícil, não pelo facto de não termos pessoas capazes, que temos, mas porque há demasiadas pessoas condicionadas”, referiu.

    Segundo Luís Filipe Menezes “são os agricultores que dependem dos subsídios, os pequenos empresários que dependem dos negócios e os dependentes do Rendimento de Inserção Social”.

    Por esse motivo, acrescentou, “é preciso estarmos unidos ao lado de Carlos Costa Neves (presidente do PSD/Açores) para ganhar as eleições regionais do próximo ano o que significará que, a nível nacional, podemos conquistar o país em 2009”.

    “Precisamos criar confiança nos eleitores porque não temos medo da forma opressiva como os socialistas governam”, sustentou.

    Por seu turno, o líder do PSD/Açores, Costa Neves, preconizou uma vitória nas eleições regionais em 2008, alegando que “o partido está forte e unido e quando estamos em forma somos imbatíveis”.

    “Somos a região do país que tem os rendimentos mais baixos e o custo dos bens essenciais mais elevados e os responsáveis pela situação não estão em Bruxelas ou em Lisboa mas aqui e o primeiro é Carlos César (presidente do governo regional socialista), disse Costa Neves.

    Para Costa Neves “o governo socialista joga com a fragilidade das pessoas e fá-las andar de chapéu na mão”.

    “Comigo como presidente do governo regional não haverá chapéu na mão porque a justiça não se agradece”, finalizou o líder regional social-democrata.

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