Construção

Lucro da Mota-Engil caiu 77,2% no primeiro semestre


 

Lusa/AO online   Economia   29 de Ago de 2008, 11:25

O lucro da Mota-Engil caiu 77,2 por cento no primeiro semestre, para 19,18 milhões de euros, uma redução justificada pelo facto dos resultados do período homólogo incluírem ganhos da oferta pública de subscrição da Martifer, anunciou a construtora.
Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo liderado por Jorge Coelho informa que no primeiro semestre deste ano atingiu um resultado líquido de 19,18 milhões de euros, o que representa "um crescimento de cerca de um milhão de euros" face ao valor apresentado em igual período de 2007, se excluirmos os ganhos de capital gerados pela oferta pública de subscrição da Martifer, que ascenderam a 67 milhões de euros.

    A Martifer, empresa especializada no fabrico de estruturas metálicas e turbinas eólicas, realizou em Junho de 2007 uma oferta pública de subscrição, na sequência da qual a Mota Engil passou a controlar 37,5 por cento do capital da Martifer contra os anteriores 50 por cento.

    Nos primeiros seis meses do ano, o volume de negócios da Mota-Engil cresceu 33,6 por cento, situando-se nos 841,1 milhões de euros, face aos 629,6 milhões de euros registados em igual período de 2007.

    A área de negócio Engenharia e Construção totalizou 653,6 milhões de euros, face aos 469,6 milhões de euros alcançados em 2007, um aumento que, segundo a maior construtora portuguesa, é "fruto de um fortíssimo crescimento do seu volume de negócios (mais 39 por cento)".

    No mesmo período, a área de negócio Ambiente e Serviços aumentou a sua facturação de 114,4 milhões de euros para 134,1 milhões de euros, enquanto a facturação da área de negócio Concessões de Transporte passou de 48,1 milhões de euros para 53,2 milhões de euros.

    O EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) ascendeu a 131,4 milhões de euros, face aos 123 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano passado, traduzindo-se numa margem EBITDA de 15,6 por cento (face aos 19,6 por cento de 2007).

    No que se refere ao EBITDA, a área de Engenharia e Construção perdeu peso, representando agora 38 por cento do resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações, enquanto a área de Ambiente e Serviços representa 25 por cento.

    A área Concessões de Transporte representa 36 por cento do EBTDA da Mota-Engil.

    O investimento somou 130,5 milhões de euros, contra 93,3 milhões de euros verificados de Janeiro a Junho de 2007, sendo na sua grande parte efectuado em imobilizado corpóreo (92,8 milhões de euros), na área engenharia e construção (41 por cento).

    A Mota-Engil sublinha "o carácter internacional" do investimento, afirmando que reflecte "a operacionalização da estratégia de crescimento nos mercados da Europa Central e de África".

    O endividamento total atingiu os 1,865 milhões de euros, dos quais 942 milhões de euros são sem recurso.

    No final do segundo trimestre deste ano, a carteira de encomendas da Mota-Engil atingiu os 2 mil milhões de euros, um aumento de 150 milhões de euros face a Dezembro de 2007.

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