Os três partidos reagiram, em declarações aos jornalistas no parlamento, à decisão hoje anunciada pelo Ministério da Educação de que a divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido às falhas da avaliação eletrónica, havendo ainda professores sem receber os itens das provas para corrigir.
Pelo Livre, a deputada Filipa Pinto recordou que quando há dois dias esteve no parlamento, o ministro da Educação garantiu que “tudo correria bem e que se não corresse bem seriam retiradas as responsabilidades deste processo”.
“O ministro terá de tirar as responsabilidades políticas desta situação e reconsiderar o que deve ser feito num caso em que todo o sistema educativo está a ser abalado. (…) Um responsável político tem de saber o momento em que as coisas estão a correr mal e não fazer aquele passa culpas habitual que o ministro tem feito”, defendeu.
Para Filipa Pinto, Fernando Alexandre tem que “assumir que a responsabilidade do caos que está instalado nas escolas e nas famílias é sua”.
Pelo BE, o deputado único Fabian Figueiredo afirmou que “a incompetência é a marca deste Governo”.
“Nós há dois dias tivemos a ocasião de ouvir o senhor ministro aqui nesta mesma casa a dizer que o processo ia correr bem, que as denúncias dos problemas eram todas elas mentira. (…) Hoje o ministro teve de desmentir a si próprio, em pouco mais de 48 horas e isto acontece porque, uma vez mais, as obsessões ideológicas do Governo se sobrepõem à governação cuidadosa”, condenou.
Para os bloquistas, “o Governo deve-me pedir desculpas aos alunos, aos professores, a toda a comunidade académica e ao país”.
“O que aconteceu exige apuramento das responsabilidades. Exige toda a transparência sobre a plataforma, sobre como ela foi contratada, o que é que falhou. Isto exige uma auditoria a sério”, defendeu.
Pelo PCP, a lider parlamentar Paula Santos criticou “o caos em torno dos exames nacionais que está montado” e recordou a audição recente do ministro.
“Toda esta situação é, de facto, um elemento que gera preocupação, que gera ansiedade, junto dos estudantes que este ano estão a fazer os exames. Como bem sabemos, os exames são um requisito para o acesso ao ensino superior e esta é também uma questão que certamente preocupará os estudantes, preocupará as famílias e isto só demonstra a forma, eu diria até, leviana como o Governo está a tratar toda esta questão”, criticou.
