Líder do PSD não faz greve mas comprrende razões dos trabalhadores


 

Lusa/AO On line   Nacional   24 de Nov de 2010, 05:57

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse hoje que não vai aderir à greve geral desta quarta feira, mas que compreende a angústia dos portugueses com a situação do país.

"Eu sei que as pessoas estão muito angustiadas em Portugal e têm uma grande vontade de mostrar essa angústia e esse descontentamento com aquilo que se está a passar num momento como é o que vivemos. Mas eu, compreendendo essa situação, no meu caso, não vou fazer greve. Vou trabalhar amanhã [quarta feira], quer no PSD, quer depois dando aulas, mais ao final do dia", declarou Passos Coelho aos jornalistas, em Lisboa, no início de uma conferência da plataforma de reflexão política "Construir Ideias".

Questionado sobre se considera que a greve geral é também dirigida ao PSD, Passos Coelho respondeu que, apesar de o seu partido viabilizar, com a abstenção, o Orçamento do Estado para 2011, "este é o Orçamento do Governo".

"Percebemos muito bem que as pessoas estejam angustiadas e que estejam descontentes com a situação a que se chegou. Nós também não estamos contentes e também não estamos a deitar foguetes com a viabilização do Orçamento. Fazemo-lo forçados pelas circunstâncias, porque sabemos que as circunstâncias não nos deixavam muita margem para atuar de maneira diferente", acrescentou.

O presidente do PSD deixou um apelo aos portugueses para que, "tendo todo o direito de mostrar a sua insatisfação e a sua indignação pelo estado a que se chegou, não desistam de lutar pelo país".

"Nós vamos precisar, num futuro muito próximo, de lutar muito para trabalhar mais, para sermos mais competitivos, para pôr a nossa economia a crescer, e isso vai exigir de todos nós um redobrado esforço de trabalho", considerou.

Segundo Passos Coelho, esse esforço vai ser exigido ao Governo, que "tem de mostrar que faz aquilo que lhe compete, evitando derrapagens orçamentais, apertando a torneira dos gastos, tornando a execução orçamental mais fiável e as finanças públicas mais confiáveis", e também às "empresas e famílias", que terão de trabalhar mais para que o país, em vez de "cair no charco", consiga crescer mais.

É preciso "contrariar esta tendência que se está a importar de fora, de economias que estão cada vez a crescer menos ou a estagnar e de endividamentos que não param de crescer", defendeu.


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