José Sócrates considera "irónico" críticas do presidente do BPI


 

Lusa / AO online   Economia   7 de Jan de 2010, 15:43

O primeiro-ministro, José Sócrates, respondeu esta quinta-feira às críticas do presidente do BPI, Fernando Ulrich, considerando “irónico” que sejam os bancos a criticarem “os défices e as dívidas”.
“Todos os contributos para o debate sobre as matérias nacionais são positivos mas não deixo de achar irónico que aqueles que foram os causadores ou que causaram a crise internacional - os sectores financeiros - sejam agora os primeiros a queixarem-se das acções do Estado que permitiam resolver essa crise”, afirmou hoje José Sócrates.

“É um paradoxo, que tem muito a ver com os paradoxos das sociedades democráticas”, acrescentou.

O primeiro-ministro, que falava aos jornalistas à margem de um simpósio internacional na Escola Militar em Paris, comentou desse modo as críticas endereçadas, na quarta-feira, pelo presidente do BPI.

“O nosso sistema financeiro portou-se muito bem”, salientou também o primeiro-ministro, afirmando que a situação portuguesa não conheceu a gravidade de muitos outros países.

“Mesmo assim, quando chegou o momento, mostrámos que o Estado estava disponível e com uma vontade de não permitir nenhuma catástrofe ao nível financeiro no nosso sistema”, declarou José Sócrates.

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