Irão convida maiores potências mundiais a conversar sobre programa nuclear

Irão convida maiores potências mundiais a conversar sobre programa nuclear

 

Lusa/AO Online   Internacional   31 de Dez de 2011, 15:07

O Irão propôs novas conversações sobre o seu programa nuclear com as seis maiores potências mundiais, no dia em que um governante afirmou que o preço do petróleo pode aumentar para 200 dólares em caso de novas sanções.

De acordo com Saeed Jalili, o principal negociador do país relativamente ao programa nuclear iraniano, citado pela Associated Press, o Irão convidou formalmente as seis maiores potências mundiais – Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha – para regressarem à mesa das conversações sobre o controverso programa nuclear iraniano.

A abertura do regime surge na sequência de novas sanções impostas pelo Ocidente sobre o programa de enriquecimento de uranio iraniano, que é um potencial caminho para o fabrico de armas nucleares.

A última ronda de negociações entre o Irão e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, mais a Alemanha, foi em janeiro em Istambul e fracassou.

Os Estados Unidos e os seus aliados acusam o irão de utilizar o seu programa nuclear civil como uma fachada para desenvolver armas nucleares. O Irão negou as acusações, afirmando que o programa é para fins pacíficos apenas e está direcionado para gerar eletricidade e produzir radioisótopos médicos para tratar pacientes com cancro.

“Nós expressamos formalmente a eles (a intenção) de voltar ao caminho do diálogo para a cooperação”, terá dito Jalili a diplomatas iranianos em Teerão, citado pela agência oficial de notícias iraniana IRNA.

No entanto, o ministro do Petróleo do Irão, Rostam Qasemi, citado pela France Press, afirmou hoje que o preço do barril do petróleo nos mercados internacionais pode atingir os 200 dólares caso sejam impostas novas sanções ao regime islâmico.

“Não tenho qualquer dúvida que o preço do petróleo vai subir drasticamente e os mercados mundiais vão pagar um preço caro", afirmou, citado pelo semanário Aseman, acrescentando que ninguém pode prever com exatidão o preço mas que “as sanções sobre o petróleo iraniano vão levar a um aumento do preço do petróleo para, pelo menos, 200 dólares” por barril.


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