Estudo

Investidores particulares perderam 44% do valor das ações em cinco anos

Investidores particulares perderam 44% do valor das ações em cinco anos

 

Lusa/AO online   Economia   29 de Out de 2012, 16:10

Os investidores particulares perderam 44% do valor das ações cotadas na Bolsa de Lisboa que detinham entre 2006 e 2011, indica um estudo esta segunda-feira divulgado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Segundo o estudo, intitulado “O Comportamento dos Investidores Não Residentes e a Evolução da Euronext Lisbon ”, os particulares e as sociedades financeiras foram os agentes económicos que mais perderam neste período, em termos do valor do património das ações cotadas detidas.

No caso dos particulares, o valor das ações que possuíam no final de 2011 era cerca de 44% do registado no final de 2006.

Já os não residentes “foram os que registaram menor redução no valor detido de ações de cotadas, representando o ‘stock’ no final de 2011 mais de 80% do valor detido no final de 2006”, uma redução inferior à dos índices acionistas e que demonstra "um reforço efetivo da sua posição".

A CMVM concluiu, por outro lado, que não houve ‘fuga’ de investidores não residentes.

“Pelo contrário, o seu investimento líquido foi globalmente positivo após o início da crise financeira, apresentando os investidores não residentes um maior peso nas ordens de compra do que nas ordens de venda”, sublinha o documento.

Ao contrário, os residentes “registaram níveis negativos de investimento líquido no período que se seguiu à crise, provavelmente fruto do processo de ajustamento dos balanços que tem vindo a ter lugar”.

Quanto às sociedades não financeiras, apresentaram “um comportamento mais instável e volátil”, com valores muito negativos na aquisição líquida de ações de cotadas em alguns anos.

“As dificuldades de financiamento sentidas pelas sociedades ajudam certamente a explicar a evolução negativa registada nos dois anos mais recentes”, justifica o estudo.

Desde o início da crise financeira, os gestores de ativos e os seguros e fundos de pensões não residentes registaram valores médios negativos de investimento líquido em Portugal.

Os investidores não institucionais, os intermediários financeiros e os outros investidores institucionais, pelo contrário, apresentaram um investimento líquido positivo.

O estudo refere ainda que “a volatilidade do investimento líquido reduziu-se substancialmente após o início da crise”, devido à diminuição substancial do valor das ordens de compra e de venda.


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