Imprensa felicita acordo entre socialistas e oposição

Imprensa felicita acordo entre socialistas e oposição

 

Lusa/AO Online   Internacional   7 de Nov de 2011, 07:57

A imprensa grega felicita hoje o acordo “histórico” celebrado entre os socialistas no poder e a oposição de direita para formar um governo de unidade, concluído “no último minuto” sob pressão dos credores.

"Enfim, o primeiro grande passo pela saúde do país foi dado”, titula na primeira página o diário pró-governamental Ta Néa.

O jornal escreve que “a Grécia viveu um dia histórico (…) depois de um fim de semana de pesadelo” e dos dois dirigentes políticos, o primeiro-ministro cessante, Gerges Papandreou, e o dirigente da direita da Nova Democracia, Antonis Samaras, “terem lançado as pedras para a fundação de um governo de cooperação enquanto o mundo tinha os olhos postos no país”.

Ta Néa, como outros diários, avança como provável novo primeiro-ministro, o ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Lucas Papademos, que tem uma boa reputação nos meios financeiros.

Para o jornal liberal Kathimérini, o acordo Papandreou-Samaras para um novo governo “é uma primeira vitória”.

“O povo grego pôde respirar ontem (domingo), quando os dois dirigentes conseguiram finalmente concluir um acordo histórico com a intervenção do chefe de Estado, Carolos Papoulias", indica o jornal.

“Acordo de último minuto para a unidade nacional perante o desastre”, destaca na primeira página o jornal financeiro Naftémporiki, sublinhando que se trata de “um acordo histórico para salvar o país da falência, citando fontes governamentais.

O Ethnos (centro-esquerda) felicita também  “o acordo histórico para a unidade nacional” e o Elefthéros Typos (direita) saúda “a queda de Papandreou e o facto das eleições legislativas antecipadas se preverem para 19 de fevereiro”.

M. Papandréou, que se comprometeu a demitir em troca de um governo de unidade nacional, e o rival Samaras, até agora opositor ferrenho à austeridade ditada pela União europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), chegaram a um acordo no domingo para formar um governo de unidade nacional para gerir o plano de Bruxelas de 27 de outubro para salvar o país da bancarrota e para realizar eleições legislativas antecipadas em fevereiro.


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