Açoriano Oriental
Governo quer Portugal entre as 15 nações da UE mais ativas na prática desportiva

O Governo quer colocar Portugal entre as 15 nações da União Europeia (UE) mais ativas na prática desportiva até 2030, revelou  o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto (SEJD), João Paulo Rebelo.

Governo quer Portugal entre as 15 nações da UE mais ativas na prática desportiva

Autor: Lusa/AO Online

A “meta ambiciosa” foi divulgada num debate promovido pelo Panathlon Clube de Lisboa, que juntou nas instalações do Ginásio Clube Português os últimos quatro responsáveis governativos do setor, sob o pretexto dos desafios que se colocam no âmbito desportivo à presidência portuguesa da UE no primeiro semestre de 2021.

“O trabalho decisivo do ponto de vista infraestrutural é garantir que o próximo Quadro Financeiro Plurianual veja o desporto como uma área de investimento, mas também de coesão territorial, e o desenvolvimento de programas que nos ajudem a cumprir o desígnio do Programa de Governo, que é de Portugal estar entre as 15 nações europeias mais ativas em 2030”, disse o Secretário de Estado.

Em março de 2019, segundo dados publicados pelo Eurostat, Portugal era o segundo país da UE onde as pessoas praticavam menos desporto fora do horário de trabalho, apenas superado, pela negativa, pela Croácia.

De acordo com o serviço de estatística da UE, apenas 45% da população portuguesa com 16 ou mais anos de idade praticava cinco ou mais horas de exercício físico por semana, muito abaixo dos 72% de média da população europeia.

Já em janeiro deste ano, um relatório divulgado pelo Eurpean Heart Network indicava que Portugal está “em terceiro ou quarto lugar no topo dos países da EU com maiores índices” de inatividade física, segundo o consultor da Organização Mundial da Saúde para a atividade física e investigador do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, Romeu Duarte.

Nesse sentido, o atual Secretário de Estado da Juventude e do Desporto classificou a meta como “ambiciosa”, na presença dos seus três antecessores, Emídio Guerreiro, Alexandre Mestre e Laurentino Dias.

“É uma meta ambiciosa, mas entendemos que temos condições de conseguir alcançá-la, quer com o respetivo investimento nas infraestruturas, quer no lançamento de programas que nos ajudem a cumprir o objetivo”, traçou João Paulo Rebelo.

Na discussão subordinada ao tema “O Desporto Português e a União Europeia – do Tratado de Lisboa ao Futuro”, o governante sublinhou o quadro de incerteza que a pandemia de covid-19 coloca não só ao desporto, como à própria Europa no seu todo, e prometeu para “breve prazo” um trabalho “inédito” do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) sobre o real cenário do tecido desportivo no país após o impacto da pandemia.

“Acho meu dever, enquanto governante, ter políticas que se baseiem em evidências, portanto determinei que o IPDJ fizesse este inquérito de largo espetro a todos os clubes, associações e federações. Já decorreu a fase de inquérito, de tratamento de dados e estamos a breve prazo de poder partilhar esta radiografia com todo o movimento desportivo”, assegurou.

No âmbito da presidência portuguesa da União Europeia, a partir de janeiro, Alexandre Mestre desafiou o atual Secretário de Estado a tentar implementar um Plano Europeu de Ética no Desporto, à semelhança do Plano Nacional da Ética no Desporto, criado sob a sua alçada, em 2012, considerando que “é uma boa prática e algo que pode ser trabalhado a nível da EU”.

O atual Secretário de Estado não fechou à porta à ideia e juntou-lhe o Programa Nacional de Desporto Para Todos, iniciado em 2014 sob a tutela de Emídio Guerreiro, classificando o conjunto de programas como “duas boas ideias”.

O debate teve início com Laurentino Dias a lembrar que o Tratado de Lisboa foi um momento em que a UE “pela primeira vez autorizou que o desporto aparecesse nos seus documentos” e garantiu que este é um setor que não recebe a devida importância de nenhum governo europeu.

“Tínhamos todos o mesmo problema: os nossos primeiros-ministros só se lembram do desporto na hora em que alguém é campeão e deixam para nós a tarefa ingrata de trabalhar pelo desporto nos outros dias todos”, disparou Laurentino Dias numa afirmação que foi corroborada por todos os seus sucessores.


 
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