"Tivemos oportunidade em devido tempo de contactar os ministérios em causa solicitando-lhes explicações e a justificação dessas situações para que possamos o mais rapidamente possível corrigir e reparar essas situações", disse Teixeira dos Santos.
Em visita a Moçambique desde segunda-feira, o titular da pasta das Finanças disse ainda esperar "muito em breve" uma resposta dos organismos públicos e ministérios apontados no relatório da IGF, nomeadamente a Defesa, PSP, GNR e Saúde.
"Espero obtê-las muito em breve. Em função dessas justificações, aquilo que for necessário corrigir será feito", declarou.
Para Teixeira dos Santos, o relatório da IGF "não tem nada de extraordinário" e deve ser entendido como "´business as usual´", já que "resulta de uma actividade normal, regular, de rotina das autoridades de fiscalização e controle".
"A IGF faz o seu papel como é de esperar e tem-no feito bem (…) é um organismo que na sua actividade normal procede a auditorias e avaliação da forma como a despesa pública é feita e isto resulta da actividade normal da IGF (…) É positivo que da actividade das autoridades que têm a seu cargo o controle e a fiscalização resulte a detecção destas situações", afirmou.
"Trata-se de uma actividade normal e de rotina que é acompanhada pela tutela e que terá da tutela a devida reacção e a devida resposta", acrescentou.
No entender do ministro das Finanças situações como as apontadas pela "têm muitas vezes a ver com incumprimento de alguns procedimentos formais", podendo surgir nas áreas apontadas no relatório "noutras da administração pública".
"O importante é que as autoridades que têm a seu cargo a auditoria, controle e fiscalização exerçam a sua actividade. É isso que está a acontecer", insistiu.
Finanças
Governo pediu "explicações" a ministérios visados no relatório da IGF
O ministro das Finanças afirmou esta quarta-feira que foram pedidas "explicações" aos ministérios visados no relatório da Inspecção-Geral de Finanças (IGF), que dá conta de despesas irregulares na administração pública em 2007 superiores a 43 milhões de euros.
Autor: Lusa/AO online
