Governo dos Açores reitera que conversações “ainda estão abertas” com a Ryanair

O Governo dos Açores reiterou que as conversações com a operadora de baixo custo Ryanair “ainda estão abertas”, contrariando declarações proferidas pelo CEO Michael O’Leary



Fonte da secretaria regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas reitera à Lusa que “as conversações ainda estão abertas” e que, “para já, não há declarações até estarem concluídas”.

Mas Michael O´Leary declarou à Lusa que “não estão em curso quaisquer conversações com o Governo dos Açores”, apontando problemas estruturais.

“Em primeiro lugar, as taxas aeroportuárias na ilha são demasiado caras para o que é”, afirmou Michael O’Leary.

Nas suas declarações, o CEO da Ryanair só admite regressar com mudanças profundas: “Poderemos reabrir a qualquer momento no futuro? Sim, mas só quando os impostos ambientais forem abolidos [e] quando as taxas aeroportuárias nos Açores forem drasticamente reduzidas”.

Questionado sobre as críticas do Ministério das Infraestruturas na altura do anúncio da saída da Ryanair dos Açores, falando em “ultimatos” e "ameaças", o CEO respondeu que “não se trata de um ultimato, de uma ameaça".

"A Ryanair é uma companhia aérea. Temos meios móveis chamados aeronaves, e as aeronaves que colocámos nos Açores nos últimos dois anos vão ser transferidas no final de março”, afirma, para frisar que “não há conversações em curso" e que a base "será encerrada no final de março”.

De acordo com o relatório divulgado, a companhia reduziu temporariamente a projeção de lucros devido a uma provisão de 85 milhões de euros para cobrir uma multa imposta em Itália.

Excluindo a provisão referida, a Ryanair registou um resultado líquido de 115 milhões de euros no terceiro trimestre do ano fiscal - menos 22% do que no ano anterior.

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