“Para nós [guias de informação turística] é mau e, no geral, vai ser [também] muito mau [para a região]”, afirmou à agência Lusa Paulo Bettencourt.
O presidente executivo da companhia aérea, em entrevista à Lusa, disse que a Ryanair vai encerrar a base nos Açores no final de março, uma decisão “final”, motivada pelas taxas aeroportuárias e pela tributação ambiental europeia.
“Claro que, da nossa parte, temos sempre algum receio que venha alguém a abandonar a atividade, porque nós não sabemos o que é que vai ser definido” a partir do momento em que a companhia aérea deixar de operar para os Açores, referiu o presidente da AGITA.
Na opinião de Paulo Bettencourt, é necessário que as entidades regionais com responsabilidades no setor encontrem alternativas que colmatem a decisão da transportadora aérea irlandesa.
“Claro que tem de ser feito algo, porque não é só o facto de a Ryanair sair dos Açores que vai fazer com que diminua o turismo, porque há sempre outras [companhias aéreas a operar]. A questão é que só o facto de a Ryanair voar para os Açores já é uma grande publicidade, que é feita, em geral, ao arquipélago todo”, vincou.
Segundo o presidente da direção da AGITA, a Ryanair “é uma companhia que voava todo ano, mesmo de inverno” para os Açores e, de momento, não existe “outra maneira de mitigar esta falta da Ryanair na região”.
