Açoriano Oriental
Covid-19
Governo dos Açores diz que maioria dos idosos tem apoio familiar

A maior parte dos idosos contactados pelos serviços de segurança social nos Açores disse ter apoio familiar, mas o Governo Regional decidiu reforçar os contactos e criar uma bolsa de trabalhadores para dar apoio a esta faixa etária.

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Foto: Eduardo Resendes
Autor: Lusa/AO Online

“Do balanço que fazemos dos inúmeros contactos já efetuados, na generalidade das situações, as pessoas idosas encontram-se acompanhadas ou têm suporte familiar que satisfaz as suas necessidades”, adiantou, hoje, a secretária regional da Solidariedade Social, Andreia Cardoso, numa conferência de imprensa em Angra do Heroísmo, dedicada a medidas de apoio ao rendimento das famílias para mitigar os efeitos da pandemia da covid-19.

Segundo a governante, das 16.375 pessoas contactadas, “apenas 26 solicitaram apoio” da solidariedade social, para a aquisição de alimentos e para receituário no centro de saúde, mas também de serviços de apoio domiciliário e psicológico.

“Nas situações em que se percebe que as pessoas se sentem sozinhas, é encaminhada a situação para um psicólogo que estabelece um novo contacto com o idoso”, salientou Andreia Cardoso.

O executivo açoriano decidiu, ainda assim, “reforçar o contacto telefónico iniciado na passada semana pelos serviços de segurança social com as pessoas com mais de 65 anos”.

O objetivo, segundo a secretária regional, é alertar para a permanência no domicílio, perceber se tem apoio familiar, identificar necessidades de bens de primeira necessidade, assegurando o encaminhamento adequado para os recursos comunitários disponíveis, e sensibilizar para a opção de transferência bancária das pensões, para evitar a concentração destas pessoas nos espaços de atendimento dos CTT.

O Governo Regional vai ainda criar uma bolsa de trabalhadores disponíveis, “constituída por recursos humanos de respostas sociais suspensas”, para “apoiar as respostas de acolhimento residencial e de apoio domiciliário de idosos”.

A bolsa incluirá “enfermeiros e outros técnicos da área social e psicológica, bem como pessoal auxiliar”.

Será também criada uma equipa com elementos das tutelas da Saúde e da Solidariedade Social para “reforçar o acompanhamento sistemático de proximidade à implementação dos planos de contingência das estruturas residenciais para idosos e serviços de apoio domiciliário”.


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