Perto de 500 enfermeiros aderiram ontem à greve nos Açores

A greve nacional convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) contou com uma adesão de quase 500 dos 880 profissionais que estavam previstos trabalhar ontem na Região Autónoma dos Açores.



Os dados foram revelados ao Açoriano Oriental pelo representante do SEP no arquipélago, o enfermeiro Francisco Branco.

Entre os motivos para a greve constaram a contagem dos anos de trabalho (pontos) e o pagamento dos retroativos, a admissão de enfermeiros e a aplicação da atual legislação sobre organização do tempo de trabalho .

“A greve começou às 8h da manhã, apanhou dois turnos: da manhã tivemos adesão de 65%, não uniforme em todas as instituições. No turno da tarde, a adesão baixou para 57%”, explicou.

Segundo o sindicalista, a greve foi generalizada, com adesão de enfermeiros de todos os hospitais e unidades de saúde das nove ilhas, com impacto significativo ao nível das cirurgias e consultas programadas. “Os blocos operatórios funcionaram só para urgências, não foram feitas programadas. Até à hora, não ocorreu nenhuma situação de urgência que não fosse atendida”, assinalou Francisco Branco.

Apesar de esperar uma adesão superior, o sindicalista reconhece que há razões que levam os enfermeiros a não fazer greve, nomeadamente por convicção ou por razões económicas.

A nível nacional, a greve contou com uma adesão de 71,8% dos enfermeiros.  “Há dezenas de blocos operatórios sem enfermeiros para as situações programadas, mas as situações de urgência garantimo-las todas”, disse aos jornalistas o presidente do SEP, José Carlos Martins, no Hospital S. José, em Lisboa.

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