Governo aprova grupo de trabalho liderado por José Tavares para rever Lei das Finanças Regionais

O Governo aprovou a criação de um grupo de trabalho para revisão da Lei das Finanças Regionais, liderado por José Tavares, antigo presidente do Tribunal de Contas, com representantes dos governos regionais



“Numa semana importante para a afirmação e comemoração da autonomia regional, nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, o Governo aprovou hoje uma resolução que desencadeia o processo de revisão da Lei das Finanças Regionais, criando o grupo de trabalho, liderado pelo dr. José Tavares”, afirmou o ministro da Presidência, António Leitão Amaro.

O governante, que falava no final do Conselho de Ministros, acrescentou que o juiz conselheiro José Tavares foi presidente do Tribunal de Contas e tem uma vida ligada “ao estudo e à implementação das finanças públicas, incluindo as regionais, um conhecimento ímpar no país”, sendo “também um servidor público de excelência”, a quem agradeceu a disponibilidade para coordenar o projeto.

“Naturalmente, este grupo terá participantes representantes dos governos regionais dos Açores e da Madeira, dos ministérios com maior ligação à relação com as regiões autónomas”, como o Ministério das Finanças e a Presidência do Conselho de Ministros, “e dois peritos independentes, a indicar por despacho”, explicou.

Para Leitão Amaro, trata-se de “um processo muito importante, revisitar uma lei 13 anos depois da lei vigente, quando as próprias regiões têm feito e estão a fazer um processo de consolidação financeira, mas há novos desafios muito significativos de duas regiões que são parte integrante e integral de Portugal”.

“A garantia da autonomia é também importante, algo que necessita do adequado regime financeiro, com uma dimensão de solidariedade e uma dimensão de responsabilidade, que procuraremos que esta Lei das Finanças Regionais nova possa acomodar”, considerou, esperando que, “ao longo do próximo ano e meio” o grupo de trabalho possa fazer esse estudo.

Segundo o ministro, houve uma fase de preparação de trabalho interno dos próprios governos regionais, “que terão também os seus contributos a dar” e com os quais o executivo continuará a dialogar.

“É importante seguramente este trabalho e é um momento muito importante para a afirmação da autonomia regional dos Açores e da Madeira, uma das conquistas nos 50 anos de Constitucionalismo”, que também “são os 50 anos da autonomia regional”, frisou.

Questionado sobre o prazo para conclusão do processo, Leitão Amaro disse esperar que após ano e meio possa existir também “uma proposta” de revisão da Lei das Finanças Regionais, mas que até pode ficar pronta “mais cedo”.

Depois haverá um trabalho “de ponderação e fazer escolhas políticas e discutir, desde logo, também com os órgãos de governo próprios das regiões”, acrescentou.

“Sem querer encontrar aqui datas rígidas, é mais ou menos o horizonte de ciclo que nós temos ponderado para esta reforma, que também é uma reforma importante e justa já agora”, concluiu.


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