G20 reafirma apoio a acordo de Paris com exceção dos EUA


 

Lusa/Ao online   Internacional   2 de Dez de 2018, 11:15

Os membros do G20, com exceção dos Estados Unidos, reafirmaram este sábado o apoio ao acordo de Paris para limitar o aquecimento global, numa declaração que menciona ainda “problemas comerciais”, mas sem condenar o protecionismo.

Após a reunião dos líderes das principais economias mundiais e países emergentes, em Buenos Aires, foi publicada uma declaração na qual os Estados Unidos recordam a sua rejeição do acordo de Paris, mas afirmam defender "o crescimento económico, o acesso à energia e à segurança, utilizando todas as tecnologias disponíveis e fontes de energia, protegendo o meio ambiente".

Já os restantes países, que também se juntaram ao Plano de Ação de Hamburgo, "reafirmaram que o acordo de Paris é irreversível e comprometem-se com a sua plena implementação, refletindo as responsabilidades comuns, mas diferenciadas as respetivas capacidades, à luz das diferentes circunstâncias nacionais".

"Continuaremos a enfrentar as mudanças climáticas, promovendo o desenvolvimento sustentável e o crescimento económico", lê-se no comunicado.

No mesmo documento, os países notaram os "atuais problemas comerciais", mas sem qualquer frase de condenação ao protecionismo.

O chefe de Estado argentino, Mauricio Macri, afirmou que os líderes do G20 acordaram uma posição que "reflete a necessidade de revitalizar o comércio" e a "preocupação de todos quanto às alterações climáticas”.

“Acordámos sobre um comunicado que reflita a necessidade de revitalizar o comércio, de revitalizar a Organização Mundial do Comércio, o que leva a uma lista de desafios”, acrescentou o anfitrião no final da cimeira.

O dirigente notou como a revolução tecnológica é um “grande desafio” para o futuro do emprego e que não se pode separar da “capacitação permanente”.

“Outra coisa que já ninguém discute e que avança em agenda é o empoderamento das mulheres”, disse Macri, que enumerou ainda outras questões tratadas como infraestruturas e a sustentabilidade do futuro alimentar e das finanças globais.

O G20 comprometeu-se ainda a trabalhar nas áreas da migração e dos refugiados, um compromisso que deverá ser abordado sob a presidência rotativa anual do Japão, que sucede à Argentina.




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