G20 começa sábado ensombrada pelo fraco crescimento da Europa

O debate sobre as regras dos limites da dívida pública e do défice será o maior desafio à intenção de definir uma nova meta para o crescimento durante o debate na reunião do G20, que hoje se inicia em Brisbane, Austrália.


 

De acordo com a análise da agência financeira Bloomberg, os líderes mundiais têm expressado a sua frustração com o que dizem ser uma obsessão da União Europeia, comandada pela Alemanha, sobre os limites do défice orçamental.

Quando se sentarem em Brisbane para debater o pedido da União Europeia para uma estratégia de crescimento "alargada" com vista a aumentar o investimento do setor privado e travar os défices excessivos, o grupo do G20 vai incluir a França e a Itália, dois países que têm publicamente criticado a visão rígida da Europa neste tema.

A Alemanha e os seus aliados dizem que as regras sobre a dívida pública, limitada pelos tratados a 60% do PIB, são essenciais para a credibilidade europeia, mas os acontecimentos dos últimos seis anos na zona euro têm prejudicado a reputação do bloco da moeda única no que diz respeito à gestão económica, independentemente da questão de saber se os 18 países conseguem, de fato, cumprir as metas.

A economia da zona euro cresceu 0,2% no terceiro trimestre do ano, acima dos 0,1% do trimestre anterior, divulgou hoje o Eurostat na estimativa rápida, na qual se anuncia também que para o total da UE, o crescimento foi de 0,3% entre julho e setembro, o que compara com os 0,2% do segundo trimestre e, em termos homólogos, a economia da zona euro cresceu 0,8%, enquanto na União Europeia o PIB aumentou 1,3%.

O fraco crescimento da Europa, de resto, foi um dos principais riscos apontados pelo Fundo Monetário Internacional para cortar, em setembro, a previsão de crescimento da economia global, e um dos maiores responsáveis do Banco de Inglaterra disse recentemente que "o espectro da estagnação económica ameaça a Europa".

Do outro lado do Atlântico, as palavras também são de preocupação: "O mundo não se pode dar ao luxo de ter uma década perdida na Europa", disse o secretário do Tesouro norte-americano, equivalente ao ministro das Finanças no modelo europeu.

As "políticas que mantêm o status quo" na Europa não são consentâneas com a agenda de crescimento do G20 e é preciso "uma ação resoluta por parte das autoridades nacionais e de outros organismos europeus para reduzir o risco de a região cair em recessão".

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Informação transmitida pela GNR impede tripulação de veleiros de desembarcar no porto das Lajes das Flores, mesmo sendo proveniente do espaço Schengen. Economia local pode sofrer impacto, visto que anualmente chegam, em média, cerca de 300 veleiros à ilha. Tema já foi levantado pela Iniciativa Liberal/Açores, que pediu esclarecimentos ao Governo Regional