Furacão Gustav provocou 51 mortos no Haiti


 

Lusa / AO Online   Internacional   29 de Ago de 2008, 06:11

A passagem do furacão Gustav pelo Haiti provocou 51 mortos, sete desaparecidos e 22 feridos, assim como avultados estragos, refere hoje um balanço provisório oficial, que as autoridades admitem poder vir a agravar.
    "O balanço em termos dos estragos ocorridos é susceptível de aumentar. Há ainda regiões afectadas que as nossas equipas de avaliação não puderam visitar", referiu Alta Jean-Baptiste, directora da Protecção Civil haitiana durante uma conferência de imprensa.

    O sudoeste do Haiti, onde se registaram 25 mortes, é o departamento do país mais afectado pelo Gustav, precisou a responsável, segundo a qual o rasto do furacão inclui numerosas habitações destruídas ou danificadas, estradas cortadas, pontes submersas e localidades inundadas.

    "A maioria das vítimas morreu devido ao desabamento das suas habitações ou à queda de árvores. Outras ainda afogaram-se quando tentavam atravessar rios", descreveu a dirigente da Protecção Civil.

    Os milhares de desalojados pelo furacão foram acolhidos em abrigos provisórios onde recebem ajuda do Estado e de organizações não governamentais.

    O Governo haitiano tentou, com o apoio da ONU, sobrevoar as zonas afectadas para um mais apurado diagnóstico da situação, mas o mau tempo que ainda se faz sentir frustrou esta intenção.

    O Gustav provocou também pelo menos uma morte na Jamaica, devido à queda de uma árvore provocada pelos fortes ventos que se fizeram sentir, com velocidades de 110 quilómetros por hora.

    Segundo as autoridades, a vítima, um homem de 50 anos, ainda não identificado, encontrava-se a colher fruta quando a árvore caiu, fracturando a coluna na zona do pescoço.

    Centenas de famílias foram transferidas para abrigos como medida de protecção contra as chuvas torrenciais e os ventos violentos provocados pelo Gustav, que já fizeram voar vários telhados nas localidades de St. Mary, Portland e St.Thomas, na zona leste da ilha, onde se têm registado os danos mais consideráveis.

    Centenas de turistas foram entretanto evacuados, assim como os trabalhadores das plataformas de extracção de petróleo.

    As autoridades suspenderam as operações nos aeroportos internacionais Norman Manley, em Kingston, e Donald Sangster, em Montego Bay no oeste da ilha, e todos os voos da principal companhia aérea, a Air Jamaica, foram cancelados.

    Em Cuba, o Instituto de Meteorologia anunciou hoje que o pior quanto ao Gustav ainda está para vir e que os efeitos do furacão se intensificarão hoje, em particular no sul do país.

    Na quinta-feira o Gustav registou ventos com velocidades de 110 quilómetros por hora - atingirá oficialmente o estatuto de furacão quando eles forem superiores a 119 quilómetros por hora.

    O alerta lançado pelas autoridades cubanas estipula vigilância máxima em várias províncias onde se esperam para os próximos dias e já a partir de hoje chuvas e inundações.

    As autoridades cubanas chegaram a suspirar de alívio quinta-feira, quando parecia que o Gustav, depois de afectar o Haiti e a República Dominicana, iria seguir na direcção de sudoeste, mas uma viragem do furacão, quando se encontrava por cima da Jamaica, levantou a hipótese dele regressar a Cuba.

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