Reino Unido

Fisco britânico vai inspecionar 200.000 fortunas acima dos 1,25 milhões de euros

Fisco britânico vai inspecionar 200.000 fortunas acima dos 1,25 milhões de euros

 

LUSA/AOnline   Economia   23 de Set de 2012, 14:16

O fisco britânico vai inspecionar cerca de 200 mil contribuintes cujos bens superem o milhão de libras (1,25 milhões de euros), anunciou hoje o secretário de Estado do Tesouro do Reino Unido, o liberal democrata Danny Alexander.

O responsável governamental britânico fez este anúncio durante o congresso anual em Brighton (sul de Inglaterra) do Partido Liberal Democrata, a terceira força política do Reino Unido e que governa em coligação com os Conservadores liderados por David Cameron.

A somar a esta iniciativa, o líder do Partido Liberal Democrata, Nick Clegg - que anunciou no sábado novas medidas sobre as grandes fortunas no Reino Unido com proposta de um imposto sobre as propriedades de mais de dois milhões de libras (2,5 milhões de euros) - terá de contar com o apoio dos Conservadores para a sua aprovação.

Uma unidade especial das Finanças britânicas (HM Revenue and Customs), integrada por 300 inspetores, vai estar encarregada de vigiar estreitamente os 300.000 residentes com propriedades e bens valorizados em mais de 2,5 milhões de libras (3,12 milhões de euros).

Segundo Danny Alexander, a este número vão juntar outros 200.000 contribuintes cujos bens superam o milhão de libras para se certificar que pagam todos os impostos correspondentes à sua riqueza.

"Os mais ricos ganharam muito dinheiro nos anos do 'boom' económico e é justo que agora paguem mais", sublinhou Danny Alexander ao jornal "The Mail on Sunday".

O congresso anual do Partido Liberal Democrata, iniciado no sábado, decorrerá até quarta-feira sob o tema "Impostos mais justos em tempos difíceis".

As sondagens estão a ser desfavoráveis ao Partido Liberal Democrata, que sofre por via indireta o custo de governar com os Conservadores.

Uma sondagem publicada hoje pelo semanário "The Observer" coloca os liberal-democratas como a quarta força política, retirando-lhe o habitual terceiro lugar, perdendo terreno para o Partido da Independência do Reino Unido (UKIP).

Segundo o "The Observer", os Trabalhistas teriam 42 por cento das intenções de voto, seguido do Partido Conservador com 30 por cento, o UKIP com 10 por cento e os liberal democratas com apenas 8 por cento, uma das percentagens mais baixas dos últimos tempos.


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