Falta de transparência põe em causa confiança do PS no presidente da comissão de inquérito

Falta de transparência põe em causa confiança do PS no presidente da comissão de inquérito

 

Susete Rodrigues/Lusa   Regional   11 de Jul de 2018, 09:29

O Grupo Parlamentar do PS/Açores quer esclarecimentos do presidente da Comissão Eventual de Inquérito ao Setor Público Empresarial Regional e Associações Sem Fins Lucrativos: “O PS considera que, a confirmarem-se as suspeitas de que, da parte do Presidente da Comissão, o seu modo de atuar tem sido tudo menos transparente, tem sido tudo menos correto (…), o comportamento do Presidente da Comissão tem prejudicado o esclarecimento que se pretendia com essa Comissão”, afirmou Francisco César em relação ao deputado João Bruto da Costa.

Em comunicado do grupo parlamentar, Francisco César diz ainda que “há informação que é da responsabilidade do Presidente da Comissão de Inquérito que é sonegada aos deputados PS”, mas que “é transmitida” aos deputados do PSD, CDS e PPM, conforme foi tornado público na conferência que estes partidos deram esta terça-feira de manhã.

O vice-presidente do GPPS, referia-se ao ofício “assinado pelo Presidente da Comissão”, que pedia informações ao Governo dos Açores, e do qual não foi dado conhecimento aos deputados do PS e do Bloco de Esquerda. “Hoje nós verificámos que os três partidos proponentes da Comissão de Inquérito sabem deste ofício e sabem da resposta ao mesmo”.

Agora, explica ainda Francisco César, “iremos pedir ao Sr. Presidente da Comissão esclarecimentos sobre aquilo que não nos disse. Porque nós não sabemos que mais diligências foram realizadas fora do âmbito da Comissão, sem o conhecimento da própria Comissão – à revelia da própria Comissão – e a resposta que nos for dada será fundamental para perceber se é possível manter a confiança no Presidente da Comissão”.

Sobre os documentos exigidos por esses três partidos da oposição – contas das empresas EDA, Norma-Açores, Teatro Micaelense e Pousadas da Juventude -, Francisco César realça que “não fazem parte do âmbito da Comissão de Inquérito”, como aliás já foi explicado pelo Governo dos Açores. “Aquilo que nós verificamos é que os três partidos proponentes mais do que estarem preocupados na análise das contas e na análise da situação do setor público e empresarial, estão mais preocupados em arranjar momentos para criar problemas de chicana política ao Governo e ao PS”, finaliza a nota.


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