Executivo quer celebrar novo contrato com a Lusa para reforçar papel de referência da agência

Executivo quer celebrar novo contrato com a Lusa para reforçar papel de referência da agência

 

AO Online/ Lusa   Nacional   27 de Out de 2019, 11:02

O Governo que tomou posse este sábado afirma, no seu programa, que vai celebrar um novo contrato de prestação de serviço com a agência Lusa, quando faltam cerca de dois meses para terminar o contrato atual, em 31 de dezembro.

No Programa de Governo, hoje divulgado, o executivo indica que vai “celebrar um novo contrato de prestação de serviço noticioso e informativo de interesse público com a agência de notícias Lusa”.

O objetivo do novo contrato é, indica o Governo, assegurar “um fluxo financeiro regular necessário à prossecução dos objetivos” da agência Lusa e reforçar “o seu papel como órgão de comunicação social de referência, promovendo a ligação com as comunidades portuguesas”.

Trata-se de uma das medidas destinadas a “garantir o acesso dos cidadãos à comunicação social”.

O atual contrato trianual da Lusa com o Estado termina no dia 31 de dezembro.

Em comunicado divulgado na sexta-feira, a Comissão de Trabalhadores (CT) da Lusa, que se reuniu em 22 de outubro com o presidente do Conselho de Administração, Nicolau Santos, indicou que “o principal objetivo da administração é renegociar, rapidamente, o contrato trianual com o Estado e conseguir, nomeadamente, alterações ao Anexo I para obter autonomia de gestão”.

No mesmo comunicado, a CT adianta que, “para dar tempo de negociar o contrato a três anos, o Ministério da Cultura aceitou a sua extensão por um ano, aguardando-se agora a instrução dos documentos para o envio para o Tribunal de Contas, que terá de dar o visto”.

Ou seja, prossegue a CT, citando Nicolau Santos, “muito provavelmente vamos chegar a 01 de janeiro sem a extensão do contrato estar aprovada”.

O Programa do XXII Governo Constitucional hoje aprovado em Conselho de Ministros apresenta uma estrutura semelhante à do programa eleitoral do PS, mas diferente da tradicional organização temática por ministérios que caracterizou programas de outros executivos.

Após a aprovação, hoje à tarde, em Conselho de Ministros, o programa do Governo foi enviado por via eletrónica para a Assembleia da República e, conforme decidido em conferência de líderes, será discutido entre quarta e quinta-feira na Assembleia da República – calendário que mereceu a discordância do PSD.

O XXII Governo Constitucional, o segundo chefiado pelo atual secretário-geral do PS, António Costa, foi empossado hoje de manhã pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa.



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