“Estar na luta pelas vitórias nas provas do Campeonato de Portugal de Ralis”

Rúben Rodrigues iniciou a temporada de 2026 com a vitória no Rali Serra da Cabreira, prova que o piloto açoriano havia ganho em 2026. O triunfo em Vieira do Minho é um bom tónico para a segunda participação consecutiva do tricampeão dos Açores no “Nacional” de ralis, competição onde espera ser “mais competitivo” do que em 2025 e mais próximo por lutar por vitórias nas nove provas que compõem o calendário.




Pelo segundo ano consecutivo o Rúben Rodrigues vence a prova do Motor Clube de Guimarães, este ano denominado Rali Serra da Cabreira. Foi um bom ensaio tendo em vista o arranque do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR)?

É sempre bom começar uma época com a vitória, para nós e para a nossa equipa, a Auto Açoreana Racing. Preparamos as provas para sermos mais competitivos e este ano não é exceção. Vamos participar no CPR e esta prova serve como teste para ganharmos mais quilómetros, quer ao carro, quer a equipa também para conhecer o Yaris.

Foi uma grande vitória. Entramos com um bom ritmo, entramos muito fortes, mesmo com um concorrente estrangeiro, mostramos aquilo para o que viemos e espero, num futuro próximo, estar na luta pelas vitórias nas provas do CPR.

A desistência do piloto lituano Deividas Gezevicius abriu o caminho para a vitória na prova disputada em Vieira do Minho?

Sim. Na sexta-feira só tivemos um adversário, o Deividas Gezevicius. No sábado arrancamos com o intuito de tentar reduzir a margem. Ele, que seguia à nossa frente, saiu de estrada. No primeiro troço as coisas não nos correram muito bem porque num salto saímos um bocado fora da trajetória, batemos com uma roda e furamos e o José Pedro Fontes chegou-se um pouco, mas voltamos a ganhar duas classificativas e mostramos o nosso ritmo. 

Da nossa parte, penso que foi uma vitória bem conseguida e sem qualquer oposição dos adversários presentes.

Depois desta prova está tudo a postos para o início do CPR, nos dias 17 e 18 de abril, no Rali Terras d’Aboboreira, em Amarante?

Julgo que sim. Estamos preparados para o início do CPR que, este ano, será um dos melhores anos em termos de pilotos nacionais, um campeonato com muitos carros Rally2 e estamos a preparar-nos da melhor forma para entrarmos fortes e percebermos aquilo que conseguimos fazer.

Sabemos que temos qualidade, a equipa tem preparado muito bem a nível técnico o nosso Yaris. Estamos alinhados e espero que a sorte nos acompanhe para que possamos ter resultados como este que tivemos no Rali Serra da Cabreira.

Esta será a segunda participação consecutiva no CPR e, desta vez, não há desconhecimento do terreno e existe um maior conhecimento do Yaris. Quais são os objetivos para 2026?

Em 2026 partimos mais em pé de igualdade com os nossos adversários, porque já tenho mais conhecimento dos troços. Em 2025 foi o ano zero e serviu essencialmente para isso, para percebermos qual é a dinâmica do campeonato, como é que devemos encarar as provas. Este ano temos outros argumentos, temos a mesma equipa, quer a nível técnico, quer a nível de navegador; o carro também já não é desconhecido e agora temos todas as condições para sermos mais competitivos do que aquilo que fomos em 2025.

A equipa trabalhou bastante nesse sentido e temos a certeza que o trabalho que foi feito em 2025 dará frutos em 2026 porque fizemos um excelente trabalho em todas as provas que participamos, procurando chegar ao fim em todas elas para que no projeto de 2026 tenhamos esses argumentos e espero este ano ser muito mais competitivo do que o que fui o ano passado.






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