Açoriano Oriental
"Espírito de aventura" musical continua a marcar o Jazzores
"O espírito de aventura e exploração que perpassa a música do festival Jazzores pode antagonizar os viciados no conforto, mas estes não são o tipo de pessoas que teriam partido em busca do Outro. Estes nem sequer teriam chegado aos Açores".
"Espírito de aventura" musical continua a marcar o Jazzores

Autor: Rui Jorge Cabral

Esta afirmação do escritor e músico Stanley Zappa, num texto publicado no livrete de apresentação do Jazzores’12, que acontece entre 16 e 24 de novembro, pode bem definir o espírito deste festival de Jazz, que até já nem se chama festival, pelo caráter aberto com que se encara a si próprio.


O Jazzores tem o seu momento alto no fim de semana no Teatro Micaelense, mas a sua dimensão regional vai levá-lo também na próxima semana às ilhas do Faial, Pico, Santa Maria e Graciosa.


No Teatro Micaelense, sexta-feira atua o The New York Ensemble, com Charles Gayle (saxofone tenor, piano e contrabaixo), Michael Wimberly (bateria), Sabir Mateen (sopros), Will Connell Jr. (sopros) e Raymond King (piano).

No sábado, atuam, em solos de piano Raymond King e Charles Gayle. Por fim no domingo, atuam Lee Konitz (saxofone) e Florian Weber (piano). Ambos os concertos começam às 21h30.


“Quando a música é imitada e repetida, dilui-se e torna-se tudo a mesma coisa. Mas o que nós ouvimos aqui é uma coisa diferente e única, não é a música do bar ou do casino, que para muitos é o jazz”, afirma Rui Damião de Melo, da organização do Jazzores. Alexandre Pascoal, presidente do conselho de administração do Teatro Micaelense, afirma por seu lado que o Jazzores “está para além do Jazz e encontrou um espaço próprio no panorama nacional e isso é positivo, por ser diferenciador”.

Por fim, o baterista americano Michael Wimberly, já conhecedor do espírito do Jazzores, afirma que “esta música é remédio para os males e ajuda-nos a transcender o nosso próprio corpo, se nos relaxarmos e deixarmos a música fluir”. Em resumo, quem vai ao Jazzores vai ser surpreendido por uma espécie de música ‘em estado bruto’, tal como ela existe na natureza.

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