Espanha espera que incidente no Chile não prejudique relações com a Venezuela


 

Lusa / AO online   Internacional   12 de Nov de 2007, 16:51

O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Miguel Angel Moratinos, afirmou que o desentendimento entre o rei de Espanha e o presidente venezuelano, Hugo Chávez no Chile, foi um “incidente” que não deve prejudicar as relações com Caracas.
“Não acredito que isso deva afectar as relações com a Venezuela. Queremos ter boas relações com todo o mundo, mas sempre com respeito às instituições”, declarou o chefe da diplomacia espanhola, citado na edição electrónica do diário El País.

“Se não nos respeitam, devemos reagir”, avisou Moratinos, acrescentando que espera “que o diálogo continue apesar do incidente” registado no sábado.

O “incidente” reporta-se à Cimeira Ibero-americana, que decorreu no Chile, quando Hugo Chávez se referiu várias vezes ao ex-primeiro-ministro espanhol José Maria Aznar como “fascista”, acusando-o de apoiar o golpe de Estado que afastou, temporariamente, Chávez do poder, em Abril de 2002.

O actual chefe de Governo espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, defendeu o seu antecessor e pediu respeito para quem foi “eleito democraticamente”, sendo interrompido várias vezes por comentários de Chávez.

O rei espanhol, Juan Carlos, interpôs-se, interpelando directamente o presidente venezuelano: “por que é que não te calas?”.

Já em Caracas, Chávez comentou a situação, afirmando que o rei de Espanha teve sorte. “O certo, é que eu não o ouvi. Teve sorte Senhor Juan Carlos. Não sei o que lhe teria dito”, disse Chávez.

Segundo a imprensa venezuelana de hoje, Chávez acredita que o sucedido não “prejudicará” as relações entre os dois países, solicitando ao ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Nicolás Maduro, que fale com o seu homólogo espanhol, Moratinos, para evitar que o incidente prejudique as relações entre os dois países.

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