Empresa exportou 10 a 15 mil peixes dos Açores em 3 anos para aquários em todo o mundo


 

Lusa/AO online   Regional   9 de Dez de 2013, 16:56

A empresa Flying Sharks, sediada nos Açores, exportou nos últimos três anos para aquários dos quatro cantos do mundo 10 a 15 mil peixes de diferentes espécies, sem grande valor comercial, que habitam o mar que circunda o arquipélago.

 

“Neste momento fornecemos todos os melhores aquários do mundo”, afirmou à Lusa Telmo Morato, um dos dois sócios da empresa, acrescentando que, além dos países europeus, EUA, Canadá, Médio Oriente e Japão, a empresa começou este ano a exportar também para a China.

A Flying Sharks, fundada por Telmo Morato e João Pedro Correia em 2008, está sediada na ilha do Faial, contando com instalações em Olhão e Peniche, tem 400 clientes em todo o mundo e um volume de negócios anuais de cerca de 500 mil euros.

Telmo Morato adiantou que, depois de a empresa receber as encomendas, opta por solicitar aos pescadores artesanais açorianos que capturem as espécies, dando-lhes deste modo mais algum rendimento.

Quando os pescadores não conseguem realizar a captura são colaboradores da própria empresa a fazê-lo, uma vez que têm uma licença especial de captura.

“Depois [os peixes] são estabilizados nos nossos aquários. Ficam duas a três semanas até se adaptarem às condições de cativeiro e recuperarem do stress de captura. Depois são embalados e enviados para o destino”, referiu.

Segundo Telmo Morato, a exportação do peixe vivo é feito por avião ou barco a partir dos Açores, seguindo os animais em sacos de plástico enriquecidos com oxigénio em caixas de esferovite ou em tanques de água, com cerca de três mil metros cúbicos.

“Nós temos duas metas nos próximos dois a três anos. Uma é participar ativamente na reformulação de dois aquários de grande porte, sendo um deles, que se pode falar, na Alemanha”, afirmou Telmo Morato, que gostaria de exportar peixe dos Açores para a África do Sul, Índia, Angola e Rússia.

Este ano a Flying Sharks começou a exportar para a China, mercado para onde já foram enviadas duas pequenas encomendas de peixes “sem grande valor comercial nos Açores”.

“No próximo ano chinês é o ano do Cavalo. Encomendaram-nos uma espécie que tem cara de cavalo para celebrar o novo ano chinês”, revelou Telmo Morato, acrescentando tratar-se de uma espécie batizada pela Universidade dos Açores como “Roi Anzóis” e que pode ser capturada a cinco a dez metros de profundidade nos mar dos Açores.

A Flying Sharks tem, atualmente, nove colaboradores nos Açores e no continente e três estagiários.


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