Educação é fundamental para reduzir pobreza

Educação é fundamental para reduzir pobreza

 

Lusa / AO online   Internacional   31 de Out de 2007, 10:18

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) defende que mais e melhor educação é fundamental para se conseguir trabalho digno, para uma globalização mais justa e para reduzir a pobreza para metade até 2015.
A relação entre o desenvolvimento de competências e a empregabilidade e entre o crescimento económico e a redução da pobreza é o ponto central da Agenda Global para o Emprego e dos Programas de Trabalho Digno por País da OIT e será o tema em debate no Fórum que hoje começa em Lisboa.

O Fórum sobre “Trabalho Digno para uma Globalização Justa” vai discutir, nomeadamente, a importância da educação e das competências na globalização.

Para a OIT o desenvolvimento de competências constitui “uma importante estratégia contra a exclusão e a vulnerabilidade” e recomenda que os Estados-membros reconheçam que a educação e a formação são um direito de todos.

Num documento que vai ser debatido no fórum, a OIT lembra a sua recomendação de 2004 sobre Valorização dos Recursos Humanos, que apresenta orientações para o desenvolvimento e a implementação de politicas de formação, parcerias público-privadas na formação, politicas para a formação inicial, desenvolvimento de competências e modelos para o reconhecimento de competências e a inclusão social.

A OIT considera que a globalização intensificou a concorrência internacional entre empresas e países relativamente ao design, distribuição e custos de produtos e serviços e isso aumentou a importância do desenvolvimento de uma força de trabalho de elevada qualidade.

Por isso, esta organização internacional defende a importância de investir em sistemas de educação e de formação de elevada qualidade, sustentando a sua posição com estudos da UNESCO, do Banco Mundial, da OCDE e da EU.

Segundo a OIT, os trabalhadores com bom nível de escolaridade e de formação produzem mais e ganham mais e influenciam o percurso do desenvolvimento económico nacional, atraindo mais investimento estrangeiro.

No documento a discutir, a OIT defende ainda a necessidade de se concentrar a atenção na transição escola para a vida activa para ser possível “romper com a armadilha da baixa especialização, baixa produtividade, baixos salários e fraco investimento”.

O Fórum da OIT sobre Trabalho Digno, decorre em Lisboa durante três dias, com o apoio da presidência portuguesa da União Europeia e tem como objectivo reforçar o diálogo, permitir a partilha de conhecimento e experiências, criar novas práticas e ideias de intervenção, fomentar a coerência das politicas e estabelecer parcerias para promover o Trabalho digno.

Os debates vão incidir na analise e promoção do conceito de Trabalho Digno e da Agenda para o Trabalho Digno enquanto “factor fundamental para a sustentabilidade económica, social e ambiental e enquanto contributo para uma globalização justa e inclusiva”.
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