Crise financeira

Durão Barroso apela a nova ordem internacional

Durão Barroso apela a nova ordem internacional

 

Lusa/AOonline   Economia   23 de Out de 2008, 12:05

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, apelou, em Pequim, ao estabelecimento de uma "nova ordem financeira internacional" e advertiu que a actual crise "ainda não chegou ao fim".

    "Estamos a enfrentar desafios graves, nenhum país pode pretender estar imune" à crise, disse Durão Barroso em conferência de imprensa, duas horas depois de chegar a Pequim, onde participará na 7ª edição da ASEM (Encontro Ásia-Europa).

    O presidente da Comissão Europeia exortou o governo chinês a contribuir para a estabilização da situação financeira internacional, afirmando que a actual situação "é uma grande oportunidade para a China mostrar o seu sentido de responsabilidade".

    Cerca de 40 chefes de estado e de governo reúnem-se sexta-feira e sábado em Pequim, numa cimeira euro-asiática dominada pela crise financeira global e o espectro da recessão nos países desenvolvidos.

    A 7ª edição da ASEM (Encontro Ásia-Europa) será "uma plataforma perfeita" para debater formas de vencer a crise e de "reforçar a cooperação internacional", disse quarta-feira um porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.

    Criada há 12 anos, a ASEM reúne actualmente os 27 membros da União Europeia, os dez da Associação das Nações do Sueste Asiático (Birmânia, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Singapura, Tailândia e Vietname) e ainda a China, Japão, Coreia do Sul, Paquistão, Índia e Mongólia.

    Na semana passada, chefes de estado e de governo de 38 países - um número recorde na história da ASEM - já tinham confirmado a sua participação na reunião.

    Portugal estará representado pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luis Amado, que chega hoje a Pequim.

    As cimeiras da ASEM - um fórum de diálogo inter-governamental destinado a "forjar uma nova parceria global" entre os dois continentes - realizam-se de dois em dois anos, na Europa ou na Ásia, alternadamente.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.